Campanha do Ministério da Justiça para ampliar banco de DNA chama familiares de desaparecidos para coleta de material genético

Campanha do Ministério da Justiça para ampliar banco de DNA chama familiares de desaparecidos para coleta de material genético

Campanha nacional pretende ampliar banco de DNA usado na identificação de pessoas desaparecidas; procedimento é voluntário e indolor

Redação

25 de maio de 2021 | 05h15

Para ampliar o bancos de dados de material genético usado na busca por pessoas desaparecidas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lança nesta terça-feira, 25, Dia Internacional da Criança Desaparecida, uma campanha nacional de coleta de DNA. A ideia é estimular que familiares compareçam para se submeter ao procedimento, um esfregaço da bochecha com cotonete, permitido o cadastro no sistema. Os pontos de coleta serão indicados pelas Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal e devem receber voluntários entre os dias 14 e 18 de junho.

“O material biológico permite, de forma mais ágil, o cruzamento com as pessoas encontradas”, explica o Ministério da Justiça. Segundo a pasta, o Banco Nacional de Perfis Genéticos tem mais de 3,6 mil amostras não identificadas. Já os cadastros de DNA de familiares de pessoas desaparecidas não passam de 3 mil. “A ampliação do banco vai possibilitar o crescimento na identificação das pessoas localizadas e de restos mortais”, acrescenta.

Na tela, perfil genético sem identificação. Foto: Divulgação

A coleta deve ser feita em familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida, seguindo a ordem de preferência: pai e mãe; filhos e o genitor do filho da pessoa desaparecida; irmãos.

“No caso de filhos e irmãos, quantos forem possíveis. O DNA do próprio desaparecido é ainda mais eficiente para a busca. Então, sempre que disponível, os familiares deverão entregar itens de uso pessoal que contenham o DNA do desaparecido, tais como escova de dentes, escova de cabelo, aparelho de barbear, aliança, óculos, aparelho ortodôntico, dente de leite, amostra de cordão umbilical, entre outros”, orienta o ministério.

A ação é voluntária, indolor e precedida da assinatura de um termo de consentimento. O perfil genético armazenado não é usado para nenhum outro fim, além da identificação do parente desaparecido, garante a pasta.

De acordo com a base de dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, os Estados com maior número de registro de desaparecimentos são Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, todos na região Sudeste. Atualmente, constam cerca de 57 mil boletins de ocorrência de pessoas desaparecidas e não localizadas. Somente nos últimos dois anos, foram incluídos 22 mil boletins no sistema.

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