Câmara tem que derrubar decisão do Senado, diz líder do Unidos pelo Brasil

Câmara tem que derrubar decisão do Senado, diz líder do Unidos pelo Brasil

Cientista político Luiz Felipe d’Ávila defende que deputados revejam parecer que anulou veto do presidente Jair Bolsonaro ao reajuste de salários de servidores na pandemia de covid-19

Redação

20 de agosto de 2020 | 14h36

Para o coordenador do Unidos Pelo Brasil e presidente do Centro de Liderança Pública (CLP), Luiz Felipe d’Ávila, a Câmara dos Deputados precisa mostrar nesta quinta-feira, 20, que ‘está em sintonia com o Brasil’ e derrubar a proposta que autoriza o reajuste de salários de servidores públicos em meio à pandemia da covid-19.

“É hora do Congresso mostrar que está em sintonia com a sociedade e o sofrimento da maioria dos brasileiros”, defende.

A reforma administrativa é uma da principais medidas defendidas pelo Unidos Pelo Brasil, iniciativa idealizada pelo CLP que reúne instituições e especialistas com o objetivo de superar a crise causada pela pandemia no País por meio do debate de 25 propostas em tramitação no Congresso.

Luiz Felipe d’Ávila. Crédito: Divulgação

Para d’Ávila, a situação dos servidores públicos brasileiros, caso seja mantida a possibilidade de reajuste aprovada pelo Senado, é ‘inacreditável’. “Temos hoje quase 40 milhões de brasileiros desempregados, e mais de 700 mil empresas quebraram, e é inacreditável que o único setor que continua incólume, intacto é o setor público”, afirma o cientista político, lembrando que no setor privado 9 milhões de trabalhadores já tiveram redução no salário enquanto no caso dos servidores públicos o que se discute é não aumento no salário.

Na quarta-feira, 19, os senadores derrubaram um veto do presidente Jair Bolsonaro ao dispositivo que permite reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público até o final de 2021. A proposta havia sido aprovada pelo Congresso dentro de um pacote que previa socorro financeiro a Estados e municípios, mas acabou barrada pelo Palácio do Planalto.

O veto ainda passará por votação na Câmara nesta quinta. Somente após o parecer dos deputados é que a decisão vai ser definitiva no Congresso Nacional. De acordo com o Ministério da Economia, a derrubada do veto compromete uma economia fiscal entre R$ 121 bilhões e R$ 132 bilhões, que poderiam ser poupados em 12 meses, caso os aumentos dos servidores públicos fossem congelados.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ser ‘impossível’ governar o País se a Câmara mantiver a decisão do Senado.

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