Câmara enterra denúncia contra Temer

Câmara enterra denúncia contra Temer

Por 263 votos a 227, os deputados disseram 'sim' ao parecer pelo arquivamento da acusação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que atribuía ao presidente corrupção passiva no caso JBS.

Redação

02 Agosto 2017 | 20h19

Michel Temer. Foto: Wilton Junior/Estadão

A Câmara enterrou nesta quarta-feira, 2, a denúncia contra Michel Temer. Por 263 votos a 227, os deputados disseram sim ao parecer pelo arquivamento da acusação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que atribuía ao presidente corrupção passiva no caso JBS.

A autorização para eventual processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o peemedebista precisava do aval de 2/3 dos deputados, ou 342 de 513.

OUÇA TEMER E JOESLEY

A denúncia tem base na delação dos acionistas e executivos do Grupo J&F, que controla a JBS. O ex-assessor especial do presidente e ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) também é acusado formalmente.

O procurador afirma que o ex-deputado era ‘pessoa de mais estrita confiança’ de Temer ‘para tratar dos interesses escusos de Joesley Batista junto ao Governo Federal’. Segundo a acusação formal da Procuradoria-Geral da República, entre os meses de março e abril de 2017, em Brasília e em São Paulo, Temer recebeu, por intermédio de Rocha Loures, vantagem indevida de cerca R$ 500 mil. O dinheiro foi ofertado por Joesley Batista.

Loures foi filmado pela Polícia Federal, em ação controlada autorizada pelo Supremo, saindo apressado do estacionamento de uma pizzaria nos Jardins, carregando uma mala preta com R$ 500 mil em dinheiro vivo. As imagens mostram Rocha Loures desconfiado, olhando para os lados, em direção a um táxi que o aguardava na Rua Pamplona, com o porta-malas aberto.

VEJA ROCHA LOURES CORRER COM R$ 500 MIL

O homem de confiança de Temer foi preso em 3 de junho por determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo. Rocha Loures não completou um mês encarcerado. Em 1.º de julho, o ex-assessor da presidência deixou a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde estava custodiado.

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