Leia o documento sobre registros de esfaqueador de Bolsonaro na Câmara

Polícia Legislativa constatou duas entradas de Adelio Bispo de Oliveira no dia do atentado ao candidato à Presidência da República; diretor do órgão, no entanto, diz ver 'vulnerabilidade no sistema' e 'impossibilidade' da presença dele na Casa

Luiz Vassallo

19 Setembro 2018 | 19h41

Adélio Bispo. Foto: PM-MG

O diretor da Polícia Legislativa Paul Pierre Deeter encaminhou ofício ao gabinete do Terceiro Secretário da Câmara, João Henrique Caldas (PSB), o JHC, em que revela dois registros de entrada de Adélio Bispo Oliveira, esfaqueador do candidato à Presidência Jair Bolsonaro, no dia do atentado contra o deputado federal.

Documento

A informação sobre os registros foi dada pelo site O Antagonista e confirmada pela reportagem do Estadão.

Segundo o documento, ‘cumpre informar que, em nova consulta ao Sistema de Visitação (SIVIS), este Departamento verificou que ocorreram outros registros de entrada do Senhor Adélio, além do dia 6 de agosto de 2013 (registro de entrada informado anteriormente por meio do Processo nº 434.405/2018)’.

“Constatou-se a existência de mais dois registros de entrada referentes à pessoa do Senhor Adélio, ambos datados do dia 6 de setembro de 2018, dia em que fora efetuada sua prisão no estado de Minas Gerais em decorrência do atentado ao Deputado Bolsonaro”, informou.

O diretor da Polícia Legislativa, no entanto vê ‘impossibilidade de ter ocorrido’ o acesso de Adélio ‘às dependências da Câmara dos Deputados neste dia’. “No intuito de se averiguar as circunstâncias nas quais se deram os supostos registros, foi realizado o registro da Ocorrência Policial n. 101/2018”.

“Dessa forma, como o caso envolve uma vulnerabilidade do sistema, cuja divulgação expõe a própria segurança dos Parlamentares e desta Casa Legislativa, o Departamento de Polícia Legislativa requereu à Diretoria-Geral, com base no art. 23 da Lei n. 12.527/20111 e no art. 18, VII e VIII, do Ato da Mesa n. 45/20122, que as informações tratadas nos presentes autos fossem classificadas como sigilosas”, afirma.

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