Cabral relata ‘indignação’, diz ter ‘consciência tranquila’ e afirma acreditar na Justiça

Cabral relata ‘indignação’, diz ter ‘consciência tranquila’ e afirma acreditar na Justiça

Em depoimento na Superintendência da Polícia Federal, no Rio, ex-governador do Estado, preso na Lava Jato, negou ter recebido propina

Julia Affonso, Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fausto Macedo

21 de novembro de 2016 | 17h34

Cabral foi preso pela Lava Jato. Foto: Wilton Junior/Estadão

Cabral foi preso pela Lava Jato. Foto: Wilton Junior/Estadão

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) relatou em depoimento à Operação Lava Jato, após ser preso, que ‘indignação’ e declarou ter a ‘consciência tranquila’. O peemedebista é suspeito de ter recebido propinas milionárias sobre obras de empreiteiras no Estado durante seus dois mandatos (2007-2014). O esquema teria girado R$ 224 milhões em corrupção.

Sérgio Cabral foi delatado por executivos da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. Para o Ministério Público Federal, o ex-governador era o chefe do esquema de corrupção.

Durante o depoimento, foi dada a palavra a Sérgio Cabral. “O mesmo externou sua indignação com a situação e a afirmação dos delatores e que tem a consciência tranquila quanto as mentiras absurdas que lhe foram imputadas e que acredita na Justiça.”

O peemedebista foi questionado, durante o depoimento, ‘se alguma vez foi beneficiado com contratos, pagamentos de propina e realização de contratos de auditorias e ou outros pelas empresas que receberam incentivos fiscais’.

“O depoente esclarece que não e que toda a sua política foi voltada para o crescimento do econômico do Estado; que consigna ainda que no seu período o Estado passou de uma arrecadação de ICMS de R$ 26 bilhões para cerca de R$ 75 bilhões”, disse Sérgio Cabral.

O ex-governador também foi questionado se teria pedido propina sobre obras de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobrás. As vantagens indevidas foram delatadas pelos executivos Rogério Nora e Clóvis Primo, da Andrade Gutierrez.

“O declarante afirma que as declarações são inverídicas”, disse, “Relata que acha que essas informações apresentadas nas delações dos retro mencionados foram para salvar as delações dos executivos da Andrade Gutierrez e Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás), desconhecendo tais fatos e sendo isso uma ‘mentira’.”

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