Bumlai é levado para bateria de exames em hospital de Curitiba

Bumlai é levado para bateria de exames em hospital de Curitiba

Pecuarista amigo de Lula, preso desde novembro pela Lava Jato, tem problemas de saúde e passará o dia em unidade médica onde realizará exames

Redação

08 de março de 2016 | 10h37

Pecuarista José Carlos Bumlai. FOTO: Rodolfo Buhrer/REUTERS/

Pecuarista José Carlos Bumlai. FOTO: Rodolfo Buhrer/REUTERS/

O pecuarista José Carlos Bumlai, preso desde novembro pela Operação Lava Jato – foi levado para o Hospital Vera Cruz, em Curitiba, para uma bateria de exames médicos.

O juiz federal Sérgio Moro determinou que o pecuarista, amigo do ex-presidente Lula, fosse submetido aos exames depois que os advogados de defesa pediram autorização para novo deslocamento de Bumlai para o hospital alegando que ele sofreu sangramento de urina na carceragem da Polícia Federal.

Preso desde o dia 24 de novembro – alvo da 21ª fase da Lava Jato -, Bumlai está detido no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Nesta noite ele passou na carceragem da PF para ser levado pela manhã para o hospital, onde chegou por volta das 9h30.

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Os defensores pediram a Moro que autorizasse “a realização de exames essenciais à garantia da integridade física de José Carlos Bumlai, sem prejuízo do atendimento a eventual prescrição médica que se faça necessária após análise dos resultados”.

O pedido é subscrito pelos advogados Lyzie de Sousa Andrade Perfi, Thiago Diniz Barbosa Nicolai e Bruna Araújo Amatuzzi, do escritório Malheiros Filho, Meggiolaro Prado Advogados.

A defesa pondera que antes de ser preso preventivamente na 21.ª fase da Operação Lava-Jato, no dia 24 de novembro de 2015, Bumlai “estava realizando acompanhamento médico regular em virtude de diversos problemas de saúde diagnosticados nos últimos anos, entre eles o glaucoma”.

“Além de confirmar tal informação, no último dia 11 de janeiro, o médico da família indicou a extrema necessidade de realização de exames para investigar o episódio de sangramento de urina ocorrido na carceragem da Polícia Federal de Curitiba bem como a necessidade de realização de fisioterapia para tratar a osteoartrose”, assinalam os defensores.

Os advogados de Bumlai revelam detalhes sobre as complicações que afligem Bumlai e sua família. “Nos últimos dias tem apresentado novamente sintomas de prurido, irritação e baixa acuidade visual. Sinais que, considerando o histórico médico, indicam a probabilidade de novo quadro de glaucoma. É importante salientar que o não tratamento dessa doença pode trazer sérias conseqüências a seu portador, inclusive a cegueira. Bem por isso é que o médico pessoal solicitou a realização de exames para possibilitar o diagnóstico da possível enfermidade relacionada aos sintomas mencionados.”

Na autorização, o juiz Moro anotou que no dia 11 de janeiro já havia permitido o deslocamento de Bumlai ao Hospital Santa Cruz para que realizasse exames “devido a episódio de sangramento na urina recorrente desde antes de sua prisão”.

“Havendo recomendação médica, não cabe a este Juízo valorar a pertinência ou não da realização dos exames. Observo, no entanto, que o problema do trato urinário não é recente, tendo ocorrido sangramento antes mesmo da efetivação da prisão, sem que o custodiado tenha se submetido de pronto a tratamento.”

Ao determinar que o amigo de Lula passe por uma sequência de exames, o juiz da Lava Jato registrou que a Polícia Federal “possui limitado recurso humano para a realização de escolta, o qual já está bastante comprometido com o deslocamento rotineiro dos presos relacionados à assim denominada Operação Lava Jato”.

Moro observou que ‘o ideal é que o custodiado, uma vez no ambiente hospital, realize uma bateria de exames destinada a aferir a causa e a real gravidade da sua situação de saúde’.

“Inviável o deslocamento rotineiro do custodiado, com escolta, para a realização de exames de forma parcelada.”

 

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