Bumlai diz que ficará calado em CPI do BNDES e pede dispensa a Moro

Bumlai diz que ficará calado em CPI do BNDES e pede dispensa a Moro

Defesa de pecuarista comunicou ao juiz da Lava Jato que como investigado em Curitiba, onde está preso desde terça, não responderá as perguntas dos deputados, em depoimento marcado para o dia 1º

JULIA AFFONSO E MATEUS COUTINHO

27 Novembro 2015 | 09h07

Bumlai foi preso na 21ª fase da Lava Jato. Foto: André Dusek/Estadão

Bumlai foi preso na 21ª fase da Lava Jato. Foto: André Dusek/Estadão

O pecuarista José Carlos Bumlai informou o juiz federal Sérgio Moro, nesta quinta-feira, 26, que permanecerá calado diante das perguntas de deputados da CPI do BNDES e pediu que ele seja dispensado de ir à Brasília na terça-feira – data marcada para seu depoimento.

A comissão ouviria Bumlai na terça-feira, 24, dia em que o pecuarista amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso pela Polícia Federal, alvo da Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato. Ele é suspeito de ter recebido propinas do esquema de Petrobrás e intermediado um empréstimo nunca pago ao Banco Schahin para o PT, de maneira irregular.

“Após sua prisão, e entendendo que sua posição é efetivamente de investigado, o peticionário já adianta que irá exercer seu direito constitucional de permanecer calado diante das perguntas que lhe serão feitas pelos deputados membros da referida Comissão Parlamentar”, informou o escritório do criminalista Arnaldo Malheiros Filho, em sua petição entregue a Moro nesta quinta-feira, 26.

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Na quarta-feira, atendendo pedido da CPI, Moro autorizou a transferência de Bumlai para Brasília no dia 1º para ser ouvido pelos integrantes da comissão.

A defesa argumenta que o “deslocamento para Brasília, às custas do Estado, só trará gastos desnecessários à máquina pública e em nada contribuirá para os trabalhos daquela CPI”. “Diante disso, é a presente para requerer a dispensa de seu comparecimento na Comissão de Inquérito Parlamentar do BNDES na Câmara dos Deputados, no próximo dia 1° de dezembro”, informa a petição assinada pelas advogadas Daniella Meggiolaro e Lyzie de Souza Andrade.

“Especialmente visando evitar custos e esforços desnecessários de deslocamento, tendo em vista que, frisa-se, exercerá seu direito constitucional de permanecer em silêncio.”