À procura de Bruno Pereira e Dom Philips, PF acha ‘material orgânico aparentemente humano’ próximo ao porto do rio Itaquaí

À procura de Bruno Pereira e Dom Philips, PF acha ‘material orgânico aparentemente humano’ próximo ao porto do rio Itaquaí

Material foi encaminhado para perícia no Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, que também vai analisar as amostras de sangue encontradas na embarcação de Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, cuja prisão temporária foi decretada pela Justiça Estadual nesta quinta-feira

Redação

10 de junho de 2022 | 17h49

Imagens das buscas por indigenista e jornalista foram divulgadas pela Polícia Federal ao longo da semana. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal no Amazonas informou na tarde desta sexta-feira, 10, que equipes de busca que integram a Operação Javari – que tentam localizar o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips, desaparecidos na Amazônia de domingo, 5 – localizaram no Rio Itaquaí, próximo ao porto de Atalaia do Norte, ‘material orgânico aparentemente humano’, o qual foi encaminhado para perícia no Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal.

O mesmo instituto vai periciar as amostras de sangue encontradas na embarcação de Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, cuja prisão temporária foi decretada pela Justiça Estadual nesta quinta-feira, 9.

Os investigadores ainda indicaram que nesta sexta, 10, houve a coleta de materiais genéticos de referência do jornalista britânico Dom Phillips, em Salvador, e do indigenista Bruno Pereira, em Recife. “Os materiais coletados serão utilizados na análise comparativa com o sangue encontrado na embarcação”, indicou a PF em nota.

A corporação indicou que, desde a última atualização na tarde desta quinta-feira, 9, sobre a Operação Javari, as equipes do Comitê de crise, coordenado pela PF, seguiram com a busca fluvial e com reconhecimento aéreo na região do Rio Itaquaí, último local Bruno Pereira e Dom Phillips foram vistos.

Horas antes das novas informações serem divulgadas pela PF, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o governo adote imediatamente ‘todas as providências necessárias’, usando ‘todos os meios e forças cabíveis’, para localizar o indigenista e o jornalista.

O despacho ordena ainda que sejam identificados e punidos os responsáveis pelo desaparecimento e cobra, do governo, em até cinco dias,  a apresentação de um relatório com todas as providências adotadas e informações obtidas no caso. Foi fixada multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

“Sem uma atuação efetiva e determinada do Estado brasileiro, a Amazônia vai cair, progressivamente, em situação de anomia, de terra sem lei. É preciso reordenar as prioridades do país nessa matéria”, registrou o ministro no documento.

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