Bretas põe tornozeleira em dois doleiros octogenários

Bretas põe tornozeleira em dois doleiros octogenários

Juiz federal que deflagrou nesta quinta-feira, 3, Operação 'Câmbio, desligo' substitui regime fechado por monitoramento eletrônico de Henrique Chueke e Marcos Ernest Matalon, supostos integrantes de uma rede de 43 doleiros que teriam movimentado US$ 1,6 bilhão em 52 países

Victor Irajá, especial para o Blog, e Luiz Fernando Teixeira

03 Maio 2018 | 16h29

Juiz Marcelo Bretas. Foto: Marcos Arcoverde/Estadão

O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, mandou colocar tornozeleira eletrônica em dois doleiros presos na Operação ‘Câmbio, desligo’, Henrique Chueke e Marcos Ernest Matalon. O magistrado levou em conta o fato de que Chueke e Matalon têm mais de 80 anos de idade.

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‘Câmbio, desligo’ foi deflagrada nesta quinta-feira, 3. A operação desmonta uma sofisticada teia de 43 doleiros que teriam movimentado US$ 1,6 bilhão em 52 países por meio de um incrível núcleo de 3 mil offshores. Dos 43 alvos, 33 já foram presos até agora pela Polícia Federal.

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Em sua decisão, Bretas destacou que os 43 doleiros ‘atuaram ao longo de décadas de forma interligada em diferentes núcleos dessa rede de lavagem de dinheiro e evasão de divisas’.

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A grande operação nasceu nas delações dos doleiros Vinícius Claret, o ‘Juca Bala’ e Cláudio Barboza, o ‘Tony’ ou ‘Peter’, que agiam no esquema de corrupção instalado no governo Sérgio Cabral (MDB), no Rio, segundo os investigadores.

O Ministério Público Federal requereu a apreensão de bens e valores equivalentes a R$ 7,5 bilhões, como restituição ao montante movimentado pelos doleiros, de R$ 3,7 bilhões, além da reparação de danos morais.

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