Bretas condena cinco por desvios na Eletronuclear

A sentença se refere a crimes investigados pela Operação Pripyat, desdobramento da Operação Lava Jato deflagrado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em 6 de julho de 2016

Fábio Grellet/RIO

27 de outubro de 2017 | 20h49

Juiz Marcelo Bretas. Foto: Marcos Arcoverde/Estadão

Cinco pessoas foram condenadas pela Justiça Federal no Rio de Janeiro, em primeira instância, por crimes relacionados a contratos da Eletronuclear, empresa controlada pela União e responsável pela construção e operação de usinas nucleares. A sentença, emitida nesta sexta-feira (27) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, refere-se a crimes investigados a partir da Operação Pripyat, um desdobramento da Operação Lava Jato deflagrado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em 6 de julho de 2016. A investigação teve origem na delação premiada de executivos da empreiteira Andrade Gutierrez.

A sentença divulgada nesta sexta-feira condenou cinco pessoas: Luiz Messias e José Eduardo Costa Mattos foram condenados cada um a quatro anos e seis meses de prisão, além do pagamento de cem dias-multa, pela prática de corrupção passiva; Delmo Pereira Vieira foi condenado à mesma pena, por lavagem de ativos; e José Antunes Sobrinho foi condenado a sete anos e seis meses de prisão e ao pagamento de 170 dias-multa por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A reportagem não conseguiu localizar representantes dos cinco condenados, na noite desta sexta-feira (27).

O principal investigado pela Operação Pripyat foi o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, condenado anteriormente.

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