‘Brasil não deve ser refúgio para criminosos’, diz Moro sobre mafiosos da Ndrangheta

‘Brasil não deve ser refúgio para criminosos’, diz Moro sobre mafiosos da Ndrangheta

Ministro da Justiça e Segurança Pública comenta no Twitter ação da Polícia Federal nesta segunda, 8, que prendeu italianos em uma cobertura no município de Praia Grande, litoral paulista, integrantes do braço na América do Sul da famosa organização instalada na região da Calábria

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

08 de julho de 2019 | 11h37

Reprodução/Twitter

O ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) disse, nesta segunda, 8, que ‘o Brasil não deve ser refúgio para criminosos’. Em sua página no Twitter, ele comentou e enalteceu a Operação Barão Invisível, da Polícia Federal, que prendeu dois mafiosos italianos da famosa Ndrangheta, organização instalada na região da Calábria.
“Parabéns à Polícia Federal pela prisão dos mafiosos italianos foragidos”, escreveu o ministro. “Brasil não deve ser refúgio para criminosos.”

Os mafiosos foram localizados em um apartamento de cobertura no município da Praia Grande, litoral paulista. Segundo a PF, eles fazem parte do braço da Ndrangheta na América do Sul. Os italianos foram presos por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo, para fins de extradição.

Os investigadores informaram que o grupo mafioso, baseado na região da Calábria, no sul de Itália, controla 40% dos envios globais de cocaína, ‘sendo o principal esquema criminoso importador para a Europa’.

Um dos presos já tem condenação por tráfico e associação para tráfico de drogas na Itália, com pena fixada em 14 anos de prisão. Um deles é Nicola Assisi.

Nicola é considerado um dos maiores traficantes de drogas do mundo. Em 2016, o jornal italiano Corriere Della Calabria publicou reportagem em que o classificava como ‘o fantasma da Calábria que enche a Itália de cocaína’.

O superintendente da PF no Paraná, delegado Luciano Flores, afirmou que Nicola é ‘um dos principais elos da máfia italiana Ndrangheta, e estava no Brasil há bastante tempo, ha duas décadas foragido’.

“Procurado pela Interpol, já residiu em outros países, como em Portugal, onde chegou a ser preso e fugiu. Passaportes falsos e e documentos falsos foram apreendidos na residência onde morava no litoral de São Paulo”, informou Flores.

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