Brasil está preparado para combater ameaças terroristas

Daniel Bialski*

16 de julho de 2016 | 03h00

Com a frequente violência que infelizmente assola o mundo e as trágicas notícias que chocam a humanidade, todo brasileiro nato ou estrangeiro que adotou nossa terra como pátria, independentemente do credo, raça ou religião, já se fez essa pergunta: O país, que sediará as Olimpíadas, está apto a combater o terror propagado por esses grupos radicais e suicidas? Temos a convicção de que sim. Realmente, e por questão de inteligência estratégica, todas as ações tomadas pelo governo não podem ser divulgadas, sob pena de facilitar a mendacidade daqueles que porventura queiram se aventurar no solo nacional.

Porém, se tem notícia da importância que o governo brasileiro tratou e trata a questão, formando grupo próprio das polícias integradas – Federal, Civil, Militar e Força Nacional – e isso é confortante.

O terrorismo é caracterizado pela ação violenta contra a população civil indefesa e, muitas vezes, sequer tem qualquer tipo de motivação. Esse fanatismo que chega à beira da insanidade – justamente porque nos parece inconcebível que alguém treine, alimente e aceite a doutrina para um dia tirar sua própria vida e sacrificar a vida de pessoas inocentes apenas para pregar a bandeira do radicalismo – não possui qualquer razão de ser.

Entretanto, nada obstante o hercúleo esforço e o movimento que nossa Polícia tem feito e certamente fará, todos devemos estar atentos e ajudá-los nesta difícil tarefa de nos proteger de boatos e de pessoas enfeitiçadas pela crueldade. É perfeito aquele brocardo popular – é preferível prevenir a remediar – e esse deve ser o lema.

Os jogos olímpicos serão realizados no Rio de Janeiro. Todavia, todo o país está sendo blindado para que esses grupos não queiram vir aqui realizar alguma espécie de barbárie. A notícia divulgada pela imprensa francesa é apenas mais uma nestes tempos de comoção e atenção mundial.

Os Estados Unidos, França, Israel, Espanha e muitos outros países sofreram e sofrem constantemente com o noticiário divulgando tragédias em seus territórios. “Lobos solitários” – assim são denominados – agem isoladamente e mancham de sangue democracias somente porque não concordam com a política e ou a forma de vida da sua população. Entretanto, por que? A intolerância será a tônica de nosso tempo?
Felizmente em nosso país o terrorismo é inexistente. Conquanto países vizinhos já tenham sofrido com este mal, o Brasil Democrático esteve e está livre.

No continente americano, grande tem sido a vigilância na área de segurança, mas este combate exige ações conjuntas e solidárias dos países envolvidos e espero que nesta época ainda mais. Há uma severa necessidade de integração em todas as áreas.

A Lei brasileira 13.260/2016, recentemente implementada para coibir tais ilícitos, possui mecanismos e seja quem for – ISIS – ou qualquer outra organização criminosa não pode achar que nosso país é um habitat para que propaguem a violência e suas ideias deterioradas e fundamentalistas. Tratemos esses radicais de forma radical.

Kennedy já dizia que “a humanidade tem que acabar com a guerra antes que a guerra acabe com a humanidade”. A expectativa é que esse movimento de ódio, xenofobia e extremismo – que alimenta essas pessoas – passe e fique longe de nossas fronteiras, justamente para que possamos ter paz e que, nesses meses, a única luta seja apenas por medalhas.

* Daniel Bialski é criminalista e sócio do Bialski Advogados Associados

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