Brasil do amanhã

Brasil do amanhã

Márcio Coimbra*

28 de junho de 2021 | 14h45

Márcio Coimbra. Foto: Divulgação

Ao redor do mundo, fundações partidárias foram responsáveis por desenhar rumos de políticas públicas que guiaram os destinos de diversas nações. Neste círculo se discutem caminhos que definem o papel da economia, reformas legislativas, desenhos políticos e o diálogo internacional essencial com outros países e partidos para a troca de opiniões e experiências que ajudem mutuamente na solução de problemas comuns.

No Brasil, o papel destas instituições tornou-se fundamental em tempos de polarização, especialmente quando nosso país precisa assentar-se em ideias para definir seus rumos, longe da política personalista que tantos problemas já causaram ao nosso país. As reformas nos anos Fernando Henrique, a guinada social na Era Lula e os ajustes realizados por Michel Temer emergiram de fundações e institutos partidários que ajudaram a moldar ajustes positivos para a nação.

Nessa esteira, nos organizamos para dar forma e organicidade aos valores propostos pelo Partido Social Cristão por meio uma fundação nova, leve e moderna, capaz de apresentar soluções para o Brasil, debater ideias, gerar propostas e engajar a sociedade no debate político. A Fundação da Liberdade Econômica tem este condão, de trazer luz a um ambiente polarizado, discutindo conceitos que se sobrepõem às pessoas, propondo soluções reais para o país.

Assentada na condução conservadora na gestão pública e na liberdade de mercado como elemento essencial de uma sociedade próspera e inclusiva, nossas ideias buscam fornecer um rumo sólido para o debate público brasileiro. 

Nos apresentamos como representantes do conservadorismo real. Aquele que nos tempos modernos foi apresentado por Edmund Burke, posteriormente por Russel Kirk e recentemente por Roger Scruton. Valores que dialogam com a tradição brasileira iniciada por José Bonifácio, absorvida por nomes como Afonso Pena e Gilberto Freyre. Um movimento que tem andado escondido e infelizmente abafado por grupos radicais que se apropriaram do seu  nome para justificar suas visões tortas e cabalar votos dos mais desavisados.

Conservadorismo consiste na preservação das instituições, no princípio da prudência, moderação, cautela e na mudança realizada de forma gradual. É por definição e crença antirrevolucionário e parceiro essencial do debate e da boa política. É a voz da razão e da ponderação diante das paixões políticas que cegam a sociedade. A estabilidade e previsibilidade conservadoras são essenciais no desenho de uma sociedade fraterna e uma economia sólida.

Este conservadorismo real, pautado pelo princípio da prudência, aliado aos princípios de uma economia de mercado podem ajudar muito nosso país a reencontrar seu próprio rumo, ciente da importância de seus valores e capacidade de geração de riqueza. Este é o Brasil do amanhã com o qual sonhamos e pelo qual devemos trabalhar, mediante o debate de propostas reais que debelem nossas fraquezas.

A Fundação da Liberdade Econômica nasce com a proposta de ir além dos papéis tradicionais das fundações brasileiras, buscando inspiração nos modelos europeus e norte-americano, trabalhando na formação de lideranças e construção de cidadania. Acreditamos que o Brasil deve debater ideias, propostas e rumos reais para o país. Diante disso, nos posicionamos de forma clara, longe dos personalismos e perto do Brasil do amanhã que tanto sonhamos.   

*Márcio Coimbra é presidente do Conselho de Curadores da Fundação da Liberdade Econômica. Ex-diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal. Coordenador da pós-graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília. Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007), Espanha.

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