Braço direito de Palocci fala por 2 horas à Omertà e diz que é inocente

Braço direito de Palocci fala por 2 horas à Omertà e diz que é inocente

Branislav Kontic foi preso na 35ª fase da Operação Lava Jato por suspeita de, com o ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma, atuar em favor de interesses da Odebrecht

Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

29 de setembro de 2016 | 13h47

Branislav Kontic (abaixado, na frente) e Antonio Palocci (ao fundo). Foto: Werther Sanatana/Estadão

Branislav Kontic (abaixado, na frente) e Antonio Palocci (ao fundo). Foto: Werther Sanatana/Estadão

O ex-chefe de gabinete de Antonio Palocci (Fazenda/Casa Civil/Governos Lula e Dilma) prestou depoimento por mais de 2 horas na manhã desta quinta-feira, 29. Branislav Kontic, o Brani, está preso temporariamente desde segunda-feira, 26, quando foi capturado pela Operação Omertà, 35ª fase da Lava Jato.

O advogado que defende Branislav Kontic e Antonio Palocci é o criminalista José Roberto Batochio. “O processo está em segredo de Justiça. Nós não podemos revelar o teor do depoimento (de Branislav). Quero dizer que ele, como já disse anteriormente, é inocente”, declarou Batochio após o depoimento de Brani.

A investigação da Omertà afirma que Palocci, com ‘importante e constante auxílio’ de Branislav Kontic atuou em favor dos interesses do Grupo Odebrecht, entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal. Segundo o Ministério Público Federal, a atuação do ex-ministro se deu inclusive no período em que exerceu relevantes funções públicas, envolvendo constante interlocução e diversos encontros.

A força-tarefa da Lava Jato aponta que e-mails e anotações apreendidos durante a operação indicam que os acertos de pagamentos das contrapartidas eram tratados entre Antônio Palocci em reuniões presenciais.

Os encontros, de acordo com a Procuradoria da República, foram realizados ‘por diversas vezes’ nos endereços residencial e profissional do ex-ministro – agendadas por intermédio de contato telefônico ou por e-mail com seu assessor, Branislav Kontic. Além do auxílio de Kontic, apurou-se que o recebimento dos recursos ilícitos contou também com a atuação de Juscelino Dourado, seu ex-assessor.

Juscelino Dourado prestou depoimento à Omertà na quarta-feira, 29. Antonio Palocci vai depor na tarde desta quinta.

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