Braço direito de mentor do esquema Petrobrás negocia delação

Braço direito de mentor do esquema Petrobrás negocia delação

João Cláudio Genu, ex-assessor do ex-deputado José Janene (PP), foi preso em 23 de maio, em Brasília, na Operação Repescagem, 29ª fase da Lava Jato

Julia Affonso, Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

15 de junho de 2016 | 18h00

João Cláudio Genu. Foto: Estadão

João Cláudio Genu. Foto: Estadão

O ex-assessor do PP João Cláudio Genu – réu no mensalão – negocia sua delação premiada. Genu foi preso em 23 de maio, em Brasília, na Operação Repescagem, 29ª fase da Lava Jato.

Ele era o braço direito do ex-deputado José Janene (PP), mentor do incrível esquema de propinas instalado na Petrobrás a partir da Diretoria de Abastecimento, por ele controlada. Janene morreu em 2010. O ex-parlamentar foi decisivo na indicação do engenheiro Paulo Roberto Costa para ocupar aquela diretoria.

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Genu é o alvo principal da Polícia Federal na Lava Jato. O ex-assessor do PP foi preso em um hospital, quando estava acompanhando uma pessoa. Ele é suspeito de ser um dos beneficiários ligados ao Partido Progressista no esquema de distribuição de propinas da Petrobrás na Diretoria de Abastecimento.

De acordo com a representação da Polícia Federal e o parecer do Ministério Público Federal (MPF) que embasaram a decisão da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, os colaboradores Alberto Youssef, Carlos Rocha e Fernando Baiano apontaram Genu como um dos beneficiários da propina por intermédio do recebimento de valores em espécie, que eram repassados a Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal. Além disso, Genu seria o beneficiário de até 5% da propina que era paga em razão dos contratos firmados com a Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

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