Bolsonaro é escolhido ‘pessoa corrupta do ano’ por consórcio internacional de jornalistas investigativos

Bolsonaro é escolhido ‘pessoa corrupta do ano’ por consórcio internacional de jornalistas investigativos

Pepita Ortega

30 de dezembro de 2020 | 16h03

O presidente Jair Bolsonaro durante evento no Palácio do Planalto. Foto: Evaristo Sá/AFP

O presidente Jair Bolsonaro foi escolhido a ‘pessoa corrupta do ano’ pelo Organized Crime and Corruption Reporting Project (Projeto de Reportagem de Crime Organizado e Corrupção), um dos maiores consórcios de jornalistas investigativos do mundo. A escolha foi anunciada na manhã desta quarta, 30, e destaca o papel de Bolsonaro ‘em promover o crime organizado e a corrupção’.

“Eleito na esteira da Operação Lava Jato como um candidato anticorrupção, Bolsonaro se rodeou de figuras corruptas, usou propaganda para promover sua agenda populista, minou o sistema de justiça e travou uma destrutiva guerra contra a região da Amazônia, que enriqueceu alguns dos piores donos de terra do País”, escreveu a organização em nota.

Ainda segundo o texto, os jurados escolheram Bolsonaro ‘por causa de sua hipocrisia’ – “Ele chegou ao poder com a promessa de combater a corrupção mas não só se cercou de pessoas corruptas, como acusou erroneamente outras pessoas de corrupção”.

Bolsonaro bateu três finalistas: o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o presidente da Turquia Recep Erdogan e o oligarca da Ucrânia Ihor Kolomoisky.

Todos anos, a escolha do ‘vencedor’ é feita por uma banca internacional de jornalistas investigativos, acadêmicos e ativistas. Em anos anteriores, foram premiados o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (2016), o presidente da Rússiva Vladimir (2014) Putin e o presidente do Azerbaijão Ilham Aliyev (2012).

O consórcio funciona como uma plataforma de jornalismo investigativo que conecta mais de 50 centros espalhados pelo mundo, em especial na Europa, Cáucaso, Ásia Central e África. O grupo publica mais de 150 reportagens investigativas por ano.

COM A PALAVRA, O GOVERNO

A reportagem busca contato com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República. O espaço está aberto para manifestações.

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