Bolsonaro determina que PF reforce segurança de Moro e familiares

Bolsonaro determina que PF reforce segurança de Moro e familiares

De acordo com despacho publicado em edição extra do 'Diário Oficial' da União, decisão foi tomada 'diante de informações sobre situações de risco decorrentes do exercício do cargo'

Luci Ribeiro e Breno Pires / BRASÍLIA

08 Janeiro 2019 | 22h27

Sergio Moro e Jair Bolsonaro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro determinou nesta terça-feira, 8, que a Polícia Federal tome providências para “garantir, diretamente ou por meio de articulação” com outros órgãos, a segurança do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e de seus familiares.

De acordo com despacho publicado em edição extra do Diário Oficial da União, a decisão de Bolsonaro foi tomada “diante de informações sobre situações de risco decorrentes do exercício do cargo”.

Procurado na noite desta terça, o Ministério da Justiça informou, por meio da assessoria, que não poderia dar mais detalhes sobre o assunto por questões de segurança. A PF disse que não comentaria o despacho.

Ex-juiz da Lava Jato, Moro tinha segurança especial quando atuava como magistrado federal em Curitiba.

No início da operação, em 2014, ele resistiu à escolta armada, mas aos poucos teve de readaptar sua rotina. Em 2016, a PF chegou a investigar ameaças feitas na internet, que pregavam atos de violência contra Moro.

Nos últimos anos, o então juiz vinha evitando restaurantes cheios e idas a shoppings, por exemplo. Sua escolta era formada por agentes de segurança judiciária e da PF.

A segurança de autoridades, quando necessária, pode ser feita por policiais da PF, integrantes das Forças Armadas e seguranças dos Poderes Legislativo e Judiciário.

No caso do presidente da República e do vice, cabe ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) “zelar, assegurado o exercício do poder de polícia, pela segurança pessoal” e dos respectivos familiares.

O presidente Jair Bolsonaro também teve a segurança pessoal e da família reforçada nos últimos meses, principalmente depois do atentado a faca que sofreu em 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG), durante a campanha presidencial.