‘Boca Aberta’ cobra cassação do presidente da Câmara de Rolândia por vídeo íntimo

‘Boca Aberta’ cobra cassação do presidente da Câmara de Rolândia por vídeo íntimo

Vereador Eugênio Serpeloni (PSD), do município do Norte do Paraná, protagoniza cenas picantes em vídeo divulgado nas redes sociais; deputado federal do PROS Emerson Petriv, o 'Boca Aberta', cobra perda de cargo por suposta 'quebra de decoro'

Paulo Roberto Netto

14 de março de 2019 | 13h29

O presidente da Câmara de Rolânia (PR), Eugênio Serpeloni (PSD). Foto: Facebook / Reprodução

O presidente da Câmara de Rolândia, no Paraná, Eugênio Serpeloni (PSD), é alvo de pedido de cassação de mandato por suposta quebra de decoro parlamentar após um vídeo íntimo de sua autoria ser divulgado nas redes sociais nesta semana. O documento foi apresentado pelo deputado federal Emerson Petriv, o ‘Boca Aberta’ (PROS), e pelo deputado estadual Matheus Viniccius Petriv, o ‘Boca Aberta Jr’. (PRTB).

Documento

A gente de Rolândia está escandalizada. Com cerca de 66 mil habitantes, no Norte do Paraná, a 400 quilômetros de Curitiba, a cidade discute as imagens picantes que vazaram nas redes.

As cenas foram divulgadas no início da semana e mostram Serpeloni se masturbando. Segundo o vereador, ‘o vídeo foi compartilhado ilegalmente e as medidas legais para identificar os autores serão tomadas’.

“Digo que, a gravação do referido vídeo foi produzida em momento íntimo pessoal, cujo conteúdo não autorizei a divulgação, não compartilhei de qualquer modo e nem com qualquer pessoa”, afirmou Serpeloni, em nota divulgada nas redes sociais.

“Este lamentável episódio trouxe grandes prejuízos morais a mim e a imagem da minha família, a quem devo pedido de perdão”, anota o vereador.

“É evidente que o referido vídeo, por tratar-se de algo de foro íntimo, não possui qualquer relação ou vínculo com a Câmara Municipal de Rolândia, instituição para qual fui eleito democraticamente pelo voto popular, razão pela qual minha conduta íntima e pessoal não deve, nem deveria afetar”, ele sustenta.

No domingo, 10, ‘Boca Aberta’ e seu filho ‘Boca Aberta Jr’., apresentaram pedido de cassação no qual acusam Serpeloni de cometer quebra de decoro parlamentar.

“Tal conduta é nojenta, abjeta, repugnante, extremamente reprovável, e não condiz com a conduta de um homem de família, de caráter, moral e bons costumes e, certamente, humilha a Câmara de Vereadores de Rolândia e toda a população deste tão respeitável Município Paranaense, sendo motivo de chacota nas rodinhas mais de bares, e conversas de todo o Brasil, havendo comparação do nome da cidade com tal ato. Quanta vergonha!”, protestam ‘Boca Aberta’ e ‘Júnior’.

De acordo com os deputados, a conduta de Serpeloni é ‘inadmissivel’ e ‘totalmente incompatível com o código de ética da Câmara de Rolândia’.

“É um comportamento esdrúxulo que não pode ser aceito pela população rolandense”, afirmou Boca Aberta. Questionado se o caso não é criminal, visto que o vídeo supostamente foi divulgado sem autorização do vereador, o deputado minimizou. “Ele gravou, fim de papo, e agora ele vai ter que responder por isso.”

O pedido de cassação será analisado pela Câmara de Rolândia que poderá determinar a abertura do processo.

COM A PALAVRA, O VEREADOR EUGÊNIO SERPELONI

“Eu, Eugênio Serpeloni, venho por meio desta esclarecer que recentemente tive meu nome relacionado a vídeo divulgado nas redes sociais e com grande repercussão.

Digo que, a gravação do referido vídeo foi produzida em momento íntimo pessoal, cujo conteúdo não autorizei a divulgação, não compartilhei de qualquer modo e nem com qualquer pessoa.

Este lamentável episódio trouxe grandes prejuízos morais a mim e a imagem da minha família, a quem devo pedido de perdão.

É evidente que o referido vídeo, por tratar-se de algo de foro íntimo, não possui qualquer relação ou vínculo com a Câmara Municipal de Rolândia, instituição para qual fui eleito democraticamente pelo voto popular, razão pela qual minha conduta íntima e pessoal não deve, nem deveria afetar.

Respeito aqueles que compreendem este ato isolado como algo aos costumes sociais, afinal vivemos em uma comunidade com pluralidade de ideias e opiniões. Contundo, afirmo tratar-se de conteúdo de esfera pessoal e íntima o qual não poderia macular minha vida pública, muito menos do Poder Legislativo.

Esclareço que, adotarei as medidas legais cabíveis com o fim de identificar aquele que realizou a divulgação do conteúdo íntimo, bem como aqueles que replicaram seu conteúdo de todas as formas e meios, evidentemente ilegais.”

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