Boa parte das pessoas nem imagina que é possível ‘planejar’ a saúde

Boa parte das pessoas nem imagina que é possível ‘planejar’ a saúde

Maikol Parnow*

17 de janeiro de 2021 | 05h30

Maikol Parnow. FOTO: DIVULGAÇÃO

O Instituto DataSenado, criado em 2005 com a missão de acompanhar, por meio de pesquisas, enquetes e análises, a opinião pública brasileira, realizou uma pesquisa em maio do ano passado sobre planos de saúde. O levantamento apontou que 71% da população brasileira não têm plano de assistência médica. Desses, 64% afirmaram que nunca tiveram e outros 36% já foram usuários de algum convênio, mas precisaram cancelar. E aproximadamente 80% pararam de usar há mais de ano.

Esses dados são alarmantes e colaboram para um cenário ainda mais caótico. Cerca de 400 mil mortes no Brasil, no último ano, são causadas por doenças cardiovasculares, que poderiam ser evitadas. Simplesmente estamos ignorando dados tão alarmantes quanto este, enquanto os planos de saúde não param de sofrer reajuste.

Muitos desconhecem ou não sabem como fazer um tratamento preventivo, nem que é possível planejar a melhor forma de cuidar da saúde.  Afinal, a quem interessa não educarmos e informarmos a população sobre como realmente devemos investir nosso dinheiro em saúde? O foco dos grandes planos ou seguros deveria ser no sentido de oferecer bem-estar e não somente tratamento, procedimentos ou internações.

Mesmo quem possui algum tipo de assistência não é municiado de informações sobre como viver em pleno bem-estar. Ainda é alta a taxa de pessoas que não sabem o significado da palavra check-up. Os planos deveriam entregar um planejamento quando o usuário adere. Além disso, tanto os consumidores quanto os médicos se queixam porque não há transparência, são dois lados que não estão satisfeitos.

Há hoje startups que entregam informação, planejamento e disciplina para que as pessoas possam se cuidar de forma integral. O aplicativo possui uma rede de parceiros cadastrados com produtos exclusivos e descontos especiais, além de soluções financeiras que ajudam a custear tratamentos ou qualquer tipo de procedimento, caso seja necessário. Há alguns que atuam também como medicina preventiva, preditiva, ambulatorial e emergencial e que também possibilitam conversar com profissionais de saúde ou marcar consultas por meio de teleconsulta.

Muitas pessoas ainda não sabem qual profissional procurar ou quais exames são importantes na rotina. A proposta dessas healthtech é ajudar as pessoas a planejarem seus check-ups, agendarem suas consultas, fazerem seus exames, conhecerem seu corpo ou contratarem um seguro para doenças graves por meio do aplicativo e parceiros.

*Maikol Parnow é CEO da hygia bank

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