Biden, o presidente que todos os brasileiros querem

Biden, o presidente que todos os brasileiros querem

Leonardo Freitas*

25 de fevereiro de 2021 | 04h30

Leonardo Freitas. FOTO: DIVULGAÇÃO

Em primeiro lugar, é importante dizer que Joe Biden é gago. Talvez você nem tenha percebido isso durante a campanha eleitoral que o tornou o presidente da maior potência mundial. Esse é um problema que o filho nato de Scranton na Pensilvânia tem desde pequeno e lutou arduamente.

Os pais de Biden vieram da Inglaterra, portanto imigrantes, e desde esta época o pequeno Biden lidou com este problema na fala com timidez, porém com muita coragem. Mas, isso não foi impeditivo para que ele se tornasse um verdadeiro líder mundial. Talvez algum dos amigos de infância dele pudesse o desmerecer por esta limitação. Talvez não, com certeza Biden foi chacota entre os colegas.

Mas, fica uma lição para nós. Muitas vezes, colocamos tantas barreiras para superarmos na vida profissional e sentimental que quando vemos Biden dentro da Casa Branca, mal podemos imaginar a luta que este homem teve para chegar neste supremo posto. Mas, o problema da gagueira com certeza não foi o único desafio dele. Tiveram outros importantes, como a morte da própria filha e esposa em um grave acidente de carro durante esta trajetória de vida. Estas são algumas marcas que ele deverá carregar eternamente.

A luta dele não para por aí. Está nas mãos do mais ancião dos presidentes americanos a missão de unificar o país. Nós não poderíamos imaginar que em apenas quatro anos teríamos uma nação dividida; não apenas por diferenças políticas, como reza um país extremamente democrático, mas por uma ideologia alimentada pela ganância de poder e vaidade.

Ao andar pelas ruas de Washington (DC) como faço quase todas as semanas, é inimaginável pensar, perdão a redundância, que em menos de um ano qualquer cidadão podia entrar e sair do Capitólio. Qualquer pessoa chegava próximo à Casa Branca para tirar fotos e selfies.

O cenário que se vê atualmente é de grades, barricadas e controles por toda a cidade. Quase ninguém entra e ninguém sai. Lojas fechadas com tapumes amedrontadas por qualquer ataque iminente que ocorra por algum grupo ideológico extremista alimentado por discursos inflamados na última gestão.

Podemos dizer que após o fatídico 11 de setembro talvez este clima atual na capital americana seja o segundo fantasma que os Estados Unidos estejam enfrentando.

Por isso, vejo como insondável o desafio de Joe Biden transpassar a crise gerada pela pandemia e enterrar estes medos suplantados nos Estados Unidos a partir de Washington. Ele vai conseguir.

O simples fato de Biden ter assumido a presidência já trouxe resultados positivos em todas as áreas do governo. Tivemos, por exemplo, uma queda significativa de contaminados e mortos pela Covid-19, apenas pela condução política das ações de combate. Além disso, o mero envio de uma proposta de reforma imigratória já trouxe reflexos na atividade econômica, na qual temos imigrantes engajados.

Outro ponto importante que será referendado pelo Congresso Americano é o novo pacote de estímulos financeiros aos residentes fiscais e empresas diante desta avassaladora crise que assombra o mundo.

Ou seja, tudo caminha para esta retomada frente ao progresso e à competitividade do país no cenário internacional.

Tive a oportunidade de visitar 22 estados americanos neste último mês e conferi de perto a triste realidade da economia em cidades importantes, como Seattle, Dallas, São Francisco, Los Angeles, entre tantas outras. São famílias de classe média em situação precária, além de muitos desempregados morando em barracas improvisadas em grandes praças.

Talvez este olhar humano do presidente Biden, com toda esta empatia adquirida ao longo da vida, possa trazer um ar de esperança aos cidadãos americanos e aos imigrantes, assim como a própria família do presidente, que chegou aqui nos EUA e literalmente conquistou a América. Que Biden seja a inspiração de todos nós.

*Leonardo Freitas, CEO da HAYMAN-WOODWARD

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