Beto Richa na prisão da Lava Jato

Beto Richa na prisão da Lava Jato

Ex-governador do Paraná, preso na sexta, 25, por suspeita de influenciar depoimento de testemunha de esquema de lavagem de dinheiro, estava recolhido em um quartel da Polícia Militar de Curitiba; nesta quinta, 31, juiz mandou levar tucano para Complexo Médico Penal de Pinhais, nos arredores da capital paranaense

Igor Moraes e Luiz Vassallo

31 de janeiro de 2019 | 13h28

O ex-governador Beto Richa. Foto: Ricardo Almeida/ ANPr

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi transferido nesta quinta, 31, para o Complexo Médico Penal de Pinhais, a prisão da Lava Jato, nos arredores de Curitiba. Preso na sexta, 25, na Operação Integração, desdobramento da Lava Jato, o tucano estava em um quartel da Polícia Militar de Curitiba. Por ordem do juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23.ª Vara Federal, ele foi removido para Pinhais.

O Complexo Médico Penal ficou afamado como a prisão da Lava Jato desde março de 2014, quando a maior operação contra a corrupção no país foi  desencadeada. Por ordem do então juiz Sérgio Moro, doleiros, empreiteiros e políticos sob investigação e condenados foram levados para Pinhais.

Por lá já passaram o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci, o empresário Marcelo Odebrecht e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

Ainda permanecem no Complexo e vão fazer companhia a Beto Richa o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB/RJ), o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o operador João Henriques, suposto lobista do MDB.

A transferência do ex-governador foi decretada a pedido do Ministério Público Federal.

Beto Richa preso

Beto Richa foi preso por suspeita de influenciar no depoimento de testemunha sobre esquema de lavagem de propina supostamente recebida de concessionárias de pedágios de rodovias paranaenses.

O juiz Paulo Sérgio também mandou prender o ‘homem de confiança’ do tucano, o contador Dirceu Pupo Ferreira.

O ex-governador teria recebido propina de R$ 2,7 milhões de concessionárias, montante pago em espécie. Os pagamentos foram identificados após a deflagração da Operação Integração. Os investigadores rastrearam o destino do dinheiro, usado para compra de imóveis.

Beto Richa foi preso uma primeira vez em setembro de 2018, mas acabou solto por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo. O ex-governador também é investigado na Operação Radiopatrulha, que investiga desvios em contratos para obras em rodovias.

DEFESA

O tucano nega com veemência qualquer ato ilícito. Desde que se tornou alvo da Polícia Federal, do Ministério Público do Estado e da Lava Jato, ele tem reiterado que jamais se envolvei em irregularidades.

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