Bendine entrega a Moro ‘provas’ de que não ia fugir da Lava Jato

Bendine entrega a Moro ‘provas’ de que não ia fugir da Lava Jato

Advogados do ex-presidente da Petrobrás, preso na Operação Cobra por suspeita de propina de R$ 3 milhões da Odebrecht, levaram ao juiz da Lava Jato comprovantes de reservas de hoteis em Lisboa, Budapeste, Viena e Praga, onde ele passaria férias de verão com a família, e dos bilhetes de passagem de retorno ao Brasil, previsto para 19 de agosto

Fausto Macedo e Julia Affonso

31 de julho de 2017 | 12h48

Aldemir Bendine. Foto: Filipe Araujo/Estadão

Os advogados do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás Aldemir Bendine entregaram nesta segunda-feira, 31, ao juiz Sérgio Moro comprovantes de que pretendia retornar ao Brasil no dia 19 de agosto de uma viagem de férias com a família à Europa.

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Bendine foi preso em regime temporário por cinco dias na quinta-feira, 27, na Operação Cobra, desdobramento da Lava Jato, por suspeita de recebimento de R$ 3 milhões em propinas da Odebrecth em troca de ajudar a empreiteira em negócios na estatal petrolífera – ‘Cobra’ é como Bendine era identificado na planilha de propinas da Odebrecht, segundo delatores da companhia.

Os investigadores descobriram que ele estava com viagem marcada para a sexta-fera, 28, com destino a Lisboa. Esse detalhe levou a Procuradoria da República a suspeitar que Bendine pretendia fugir do País.

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No mesmo dia em que Bendine foi preso, seus advogados pediram ao juiz reconsideração da ordem de prisão temporária e exibiram cópia da passagem aérea de volta ao Brasil.

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Para reforçar o argumento de que Bendine não tinha intenção de escapar, os criminalistas Pierpaolo Bottini e Cláudia Vara San Juan de Araujo, que representam o ex-presidente da Petrobrás, juntaram aos autos da Operação Cobra as reservas em hoteis de quatro países, Portugal, Hungria, Áustria e República Tcheca.

“Note-se que há reservas para todo o período compreendido entre os dias 29 de julho a 18 de agosto, sendo que em 19 subsequente, pela manhã, retornaria ao Brasil via Portugal, conforme já devidamente comprovado, o que evidencia que o motivo da saída – temporária – de Aldemir Bendine do país era uma viagem de férias com a família, previamente organizada”, sustentam os advogados.

“Dessa forma, incabíveis quaisquer conjecturas acerca de uma possível fuga, a despeito da existência de passagem de retorno.”

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