Barroso diz que eleição digital eliminou risco de fraude eleitoral no Brasil

Barroso diz que eleição digital eliminou risco de fraude eleitoral no Brasil

Rayssa Motta

15 de novembro de 2020 | 23h53

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a defender na noite deste domingo, 15, a segurança do sistema eleitoral do País. Segundo ele, a eleição digital ‘eliminou risco de fraude eleitoral no Brasil’.

“O sistema de votação de um país é uma decisão democrática coletiva. Há muito anos o País decidiu fazer a votação por um sistema de uras eletrônicas, desde 1996”, defendeu.

Ainda segundo Barroso, o sistema de votação através de urnas eletrônicas tem funcionado bem e fazer uma substituição ‘seria mexer em um time que está ganhando’.

“Nunca houve nenhuma comprovação de fraude, nem eu tampouco tenho a impressão de que o resultado divulgado pelas urnas não tenha correspondido à vontade popular. Eu posso dizer, eu que sou antigo, que fraude havia nos sistemas anteriores: no sistema de cédula, no sistema em que você lançava em mapas o resultado das eleições”, afirmou a jornalistas. “A eleição digital eliminou o risco de fraude no Brasil. E, portanto, voltar ao sistema de papel me parece algo que não atende ao melhor interesse público”, completou.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. Foto: Dida Sampaio / Estadão

Durante a coletiva de imprensa na noite de hoje, o ministro também chegou a ironizar as propostas para adoção do voto impresso ao comparar os sistemas eleitorais brasileiro e americano.

“Há um grande país que ainda adota o sistema de cédulas. A eleição terminou 3 de novembro. Ainda estão contando e disputando. Portanto é uma questão de colocar na balança e ver qual é o sistema de que a gente prefere”, disparou. 

O presidente do TSE lembrou ainda da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de rejeitar a impressão dos votos registrados na urna. A medida teria um custo de R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos ao longo de dez anos, segundo estimativas feitas próprio Tribunal Superior Eleitoral em 2017, após o Congresso aprovar um projeto, em 2015, que previa a impressão de um comprovante físico dos votos nas urnas eletrônicas.

Em setembro, o STF decidiu, no entanto, que é inconstitucional a adoção do voto impresso, ao concluir que a medida viola o sigilo e a liberdade do voto. O voto impresso era uma das exigências previstas na minirreforma eleitoral, sancionada com vetos, em 2015, pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em novembro daquele ano, o Congresso derrubou o veto de Dilma ao voto impresso – ao todo, 368 deputados e 56 senadores votaram a favor da impressão, proposta apresentada pelo então deputado federal Jair Bolsonaro.

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