Barroso autoriza que PF continue investigações em inquérito dos Portos até manifestação da PGR

Barroso autoriza que PF continue investigações em inquérito dos Portos até manifestação da PGR

Decisão do ministro, relator do inquérito no Supremo, atendeu a pedido desta quinta-feira do delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelo caso, que solicitou uma nova prorrogação de 60 dias das investigações

Teo Cury, Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo

29 Junho 2018 | 12h18

Luis Roberto Barroso. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que a Polícia Federal dê continuidade às investigações no âmbito do inquérito do Decreto dos Portos até que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifeste sobre o pedido de prorrogação feito pela autoridade policial.

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A decisão do ministro, relator do inquérito na Corte, atendeu a pedido desta quinta-feira do delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelo caso, que solicitou uma nova prorrogação de 60 dias das investigações. O processo tem como alvo o presidente da República Michel Temer e apura seu envolvimento na edição de medidas que poderiam ter beneficiado empresas do setor portuário.

“Sem prejuízo, considerada a véspera do recesso e o conteúdo da peça em que formulado o pedido, autorizo o Ilmo. Sr. Delegado de Polícia Federal, Dr. Cleyber Malta Lopes, a prosseguir com as diligências de investigação até que venha aos autos a manifestação da Procuradoria-Geral da República.”

No despacho em que autoriza a prorrogação e solicita à PGR que se posicione sobre o pedido, Barroso descreve que as investigações contam com um “volume expressivo de providências já tomadas e um conjunto relevante de informações obtidas”. Esta é a terceira vez que a PF pede a prorrogação das investigações.

O inquérito investigava inicialmente, além de Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor do presidente e ex-deputado federal, Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar. Ao longo da apuração, entraram também na mira João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo pessoal do presidente, e executivos do Grupo Libra. Todos negam envolvimento em irregularidades.

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