‘Barata a vida humana no Brasil’, diz Moro

‘Barata a vida humana no Brasil’, diz Moro

Ministro da Justiça e Segurança Pública, que prega linha dura no combate à criminalidade violenta, retuita Glória Perez e indigna-se com benefício de regime domiciliar concedido a um dos assassinos do menino João Hélio: 'vergonhosa injustiça'

Pepita Ortega

31 de agosto de 2019 | 14h00

O ministro Sérgio Moro. FOTO: RAFAEL MARCHANTE/REUTERS

O ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) retuitou nesta sexta, 30, a escritora Glória Perez e indignou-se com o benefício concedido a um dos assassinos do menino João Hélio. “Responsável por assassinato brutal de criança, embora condenado a 39 anos de prisão, foi na prática libertado após dez anos. Barata a vida humana no Brasil. Em outros países, seria perpétua.”

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João Hélio, de sete anos incompletos, foi arrastado por sete quilômetros pelas ruas da zona Oeste do Rio e morto em 2007. Nesta quinta, 29, um dos acusados, o ‘Carlinhos sem pescoço’, condenado a 39 anos de reclusão, ganhou direito a cumprir pena em casa, monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele estava preso havia 10 anos e meio.

Carlos Roberto, conhecido como Sem Pescoço, foi condenado a 39 anos de prisão. Foto: 09.02.2007 – FABIO MOTTA/AE/ESTADÃO

A medida provocou a repulsa de Glória Perez, que defendeu o pacote anticrime de Moro.

O projeto Moro mira sufocar o crime organizado, a corrupção e a criminalidade violenta, mas encontra sólida resistência no Congresso.

“Que venha o pacote do Moro, para que nunca mais a extrema crueldade contra uma criança seja premiada com a impunidade!”, tuitou Glória. “Condenado a 39 anos de prisão pela morte do menino João Hélio ganha benefício para cumprir pena em casa.”

Moro retuitou Glória. “O projeto de lei anticrime, se aprovado, impediria essa vergonhosa injustiça.”

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