Quase 700 investigações em São Paulo recorreram ao Banco Nacional de Perfis Genéticos em 2020

Quase 700 investigações em São Paulo recorreram ao Banco Nacional de Perfis Genéticos em 2020

Ferramenta do Ministério da Justiça e Segurança Pública reúne dados genéticos de pessoas de todo o País

Samuel Costa

30 de janeiro de 2021 | 07h30

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XXII Reunião do Comitê Gestor da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos-RIBPG/Foto:Isaac Amorim/MJSP

No último ano, São Paulo contou com o auxílio do Banco Nacional de Perfis Genético, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 695 investigações. O estado foi o líder do País em relação ao uso da ferramenta e respondeu, sozinho, a 35% dos casos que foram solucionados a partir da comparação genética. No Brasil, 1977 casos foram resolvidos amparados com os dados armazenados pela pasta. 

O banco é alimentado com informações repassadas por todos os estados da União, o Distrito Federal e a Polícia Federal. Atualmente, a ferramenta conta com 91.902 amostras. São Paulo também é quem mais contribuiu, em números absolutos, com o encaminhamento de perfis genéticos: ao todo são 16.974 perfis genéticos cadastrados no banco de dados nacional. 

Entre as amostras, 75,67% são de pessoas condenadas pela Justiça, sendo 69.543 exemplares em números absolutos. Outras 16,56% são vestígios de crime, 15.220 de amostras. São Paulo seguiu a tendência nacional e cadastrou 10.799 perfis genéticos de pessoas condenadas e 5.534 de vestígios de crime. Informações genéticas de familiares de pessoas desaparecidas são apenas 2,75%, referências diretas a pessoas desaparecidas são ainda menores, 0,03%.

Em 2020, foram investidos R$ 80 milhões na atividade. O trabalho é resultado de uma ação conjunta entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Polícia Federal (PF) e as secretarias de segurança pública estaduais e do Distrito Federal para o compartilhamento de perfis genéticos obtidos em laboratórios de Genética Forense.

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