Autoestima e automotivação

Autoestima e automotivação

Clarice Maria de Jesus D'Urso*

08 de novembro de 2020 | 04h00

Clarice Maria de Jesus D’Urso. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

“Fiz a escada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores”
Cora Coralina

A Psicologia define autoestima como a avaliação subjetiva que a pessoa faz das suas características emocionais e comportamentais, ou seja, um conjunto de ideias que um sujeito elabora ao seu respeito, consistindo no resultado do valor que ele atribui aos elementos afetivos e sociais da representação que tem sobre si.

Autoestima é como a pessoa se vê, e, como acredita que as outras pessoas nos enxergam, uma identificação dos nossos pontos fortes e fracos. A busca da autoestima é diária, e visa a transformar erros e dificuldades em soluções.

O dicionário “Aurélio”, define o termo autoestima como, “prezar a si mesmo”. Esta é uma característica essencial, pois permite amplas possibilidades de agir, pensar e exprimir-se, o que inclui as opiniões pessoais de forma plena e confiante.

Autoestima e autoconhecimento são vocábulos que apresentam o prefixo; “auto”, de origem grega, autós, que quer dizer “a si mesmo” A palavra estima vem do latim, aestimar, cujo significado é “apreciar, valorizar”.

Já conhecimento vem do grego gnosis, remete à “razão, entendimento”.

Assim, a junção entre “auto” e “estima” leva- nos ao conceito de gostar de si, enquanto a soma entre “auto” e “conhecimento” nos apresenta ao universo de compreender a si.

A importância de autoestima é, sem dúvida, a aceitação que a pessoa desenvolve acerca de seus próprios anseios, limites, vontades e motivações. Quanto ao autoconhecimento, vale por levar a pessoa a saber quem é, por meio do contato com seus sentimentos e angústias.

O indivíduo com baixa autoestima é inseguro, tem múltiplos medos e sentimentos negativos sobre si e sobre o mundo, o que afeta sua vida pessoal, social e profissional.

Por isso, o autoconhecimento é essencial, uma vez que, por meio dele, a pessoa consegue entender suas limitações, seus receios e consequentemente, buscar superá-los, afastando, assim, o fantasma da baixa autoestima.

Enquanto isso, quem tem autoestima elevada está sempre em sintonia com o que sente e o que fala, por ser autoconfiante e ter amor próprio, com reflexos diretos em seu desempenho profissional, nas relações sociais, familiares e afetivas. Esse tipo de pessoa é mais feliz, pois convive melhor com as inúmeras frustrações da vida.

Por todos estes motivos, este artigo vem em boa hora, como um amigo capaz de fazer as pessoas entenderem suas emoções e abraçarem-nas, em busca de plenitude e maior qualidade de vida.

Vivemos cada vez mais em um mundo imediatista, em que tudo tem de ser para hoje, para agora; com tantos avanços tecnológicos, não se permitem erros. Em uma sociedade egoísta e individualista, pode-se afirmar que o autoconhecimento e a autoestima, aliados, são condição essencial para que as pessoas não se tornem simples máquinas de trabalho, frias e sem coração.

Neste momento de pandemia, repleto de desafios, aceite-se e, goste-se, cuide-se, é claro, seja mais feliz!

*Clarice Maria de Jesus D’Urso, membro da Associação Brasileira das Mulheres de Carreiras Jurídicas, conselheira do Conselho Estadual da Condição Feminina da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, titular do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação ao Trabalho Escravo da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São  Paulo, coordenadora de Ação Social da OAB/SP por duas gestões, diretora do São Paulo Woman’s Club – Clube Paulistano de Senhoras, membro do Comitê Estadual de Vigilância à Morte Materna, Infantil e Fetal da Secretaria da Saúde do Estado

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