Atraso na divulgação de resultado das eleições é ‘pequeno acidente de percurso’, diz Barroso

Atraso na divulgação de resultado das eleições é ‘pequeno acidente de percurso’, diz Barroso

'Foi um pequeno acidente de percurso sem nenhuma vítima, salvo um atraso na divulgação final do resultado. Um atraso que, espero, seja apenas de algumas horas', disse o presidente do TSE

Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA e Rayssa Motta/SÃO PAULO

15 de novembro de 2020 | 21h24

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Carlos Moura/SCO/STF (04/03/2020)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse na noite deste domingo, 15, que o atraso na divulgação dos resultados das eleições municipais deste ano é um ‘pequeno acidente de percurso sem nenhuma vítima’.

“Lamento, vai atrasar. Não há nenhum risco de que o resultado não mostrar efetivamente o que foi votado”, disse Barroso a jornalistas. “Foi um pequeno acidente de percurso sem nenhuma vítima, salvo um atraso na divulgação final do resultado. Um atraso que, espero, seja apenas de algumas horas”. Por volta das 21h, segundo o ministro, 50% dos votos haviam sido apurados.

Ainda de acordo com o presidente do TSE, a demora na apuração foi causada por um ‘problema técnico’ em um dos núcleos de processadores de contabilização.

“Houve um atraso na totalização dos resultados por força de um problema técnico. Um dos núcleos de processadores do super computador que processa a totalização falhou e foi preciso repará-lo. Essa é a razão técnica pela qual houve o atraso”, informou em coletiva de imprensa na noite de hoje.

O ministro também reforçou que a falha não altera o resultado do pleito, uma vez que os comprovantes com o balanço dos votos de cada urna são emitidos ao final do dia de votação em cada zona eleitoral.

“A ideia de que a demora possa trazer algum tipo de consequência não faz nenhum sentido, porque o resultado das eleições já saiu no momento em que a urna imprimiu o boletim”, disse.

Barroso também aproveitou para esclarecer que, neste primeiro ano de centralização das apurações no TSE, o atraso não tem relação com o envio dos balanços pelos Tribunais Regionais Eleitorais.

“Não houve nenhum problema em relação aos Tribunais Regionais Eleitorais. O problema que ocorreu deu-se exclusivamente aqui no Tribunal Superior Eleitoral. Um problema técnico de hardware. Os dados chegaram para a totalização, totalmente íntegros, e apenas o processo de somar essas mais de 400 mil sessões que enviaram o material é que ficou extremamente lento em razão de um dos processadores ter sofrido um problema técnico”, explicou.

Barroso também disse que espera ter uma explicação técnica melhor consolidada até segunda-feira, 16. O ministro não descarta que a lentidão no sistema tenha relação com a desconexão de um dos servidores da rede. A medida foi tomada para garantir a integridade das informações em caso de eventuais ataques ao sistema da Corte.

“Depois dos ataques aos servidores do Superior Tribunal de Justica, nós reforçamos a segurança dos nossos sistemas e uma das medidas de segurança foi o desligamento de um dos dois principais servidores. Nós fizemos o backup de tudo o que era importante e tiramos um servidor da rede como garantia de que, se por acaso o sistema de defesa não funcionasse e houvesse a invasão, nós teríamos um servidor com todas as informações relevantes fora do sistema”, explicou mais cedo o ministro. 

Velocidade.

Antes da coletiva de imprensa de Barroso, o TSE informou que os ‘dados estão sendo remetidos normalmente pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e recepcionados normalmente pelo banco de totalização, que está somando o conteúdo de forma mais lenta que o previsto’.

“O problema está sendo resolvido pelos técnicos, para a retomada mais célere do processo de divulgação. Ressaltamos que não há nenhuma relação com o vazamento de dados pessoais de servidores e nenhuma relação com a tentativa de ataque cibernético registrada pela manhã”, informou o TSE, em nota.

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