‘Atletas fantasmas’

Leia a decisão do juiz federal Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara de Brasília, que autorizou a Operação Havana, contra supostas fraudes de R$ 810 mil no Bolsa Atleta

Fabio Serapião e Fábio Fabrini, de Brasília

18 Agosto 2017 | 15h08

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 18, a Operação Havana, que visa cumprir seis mandados de busca e apreensão e seis de condução coercitiva contra envolvidos em suposto esquema de desvio de recursos do Programa Bolsa Atleta. Uma quadrilha estaria inserindo dados de esportistas fantasmas no sistema da pasta, com o objetivo de conseguir a liberação de recursos. O esquema teria funcionado em 2012. Ao menos R$ 810 mil teriam sido pagos indevidamente a 25 atletas falsos, alguns cadastrados como de alto rendimento e nível olímpico.

Segundo o relatório da Polícia Federal, ‘logo depois de assumir o cargo, Adriana Taboza de Oliveira, já como Coordenadora do Programa Bolsa Atleta, atendeu a uma demanda da CGU para fornecer uma lista nominal com o nome de todos os atletas beneficiários e os valores dos benefícios’.

“Ao realizar essa tarefa, constatou uma incompatibilidade entre a lista de pagamentos enviada para a Caixa Econômica Federal e a lista do Sistema Bolsa-Atleta, que era a inclusão de 25 atletas fantasmas. Isto é, havia ordens de pagamento emitidas pelo Ministério do Esporte para supostos atletas que não estavam cadastrados no Bolsa Atleta”, diz a PF.

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