Atirador de Suzano disse que cometeria atentado e todo mundo ficaria sabendo, diz familiar

Atirador de Suzano disse que cometeria atentado e todo mundo ficaria sabendo, diz familiar

G.T.M. foi um dos dois autores do atentado, que envolveu explosivos, armas, besta e flechas, e deixou dez mortos na escola estadual Raul Brasil; a tia da esposa do tio morto pelo adolescente antes do massacre afirma que ele fazia ameaças

Luiz Vassallo

20 de março de 2019 | 09h31

Reprodução

Uma familiar de um dos dois atiradores do massacre de Suzano afirmou à Polícia que ele havia dito a parentes que provocaria um atentado e que todo mundo ficaria sabendo. Por ser parente mais próxima da esposa do tio que foi morto pelo adolescente antes de ele se dirigir à escola, ela disse não tê-lo conhecido, mas que ouviu a ameaça de outros membros da família.

G.T.M. foi um dos dois autores do atentado, que envolveu explosivos, armas, besta e flechas, e deixou dez mortos na escola estadual Raul Brasil. Nesta terça, 19, outro menor foi apreendido sob suspeita de ser mentor do crime. Depoimento de uma professora e mensagens em seu aparelho embasam sua internação, pedida pela Polícia e pelo Ministério Público e autorizadas pela Justiça.

Uma tia da tia de G.T.M. afirmou à Polícia no dia 13, data do massacre, que ‘soube da ocorrência na escola Raul Brasil, momento em que entrou em contato com a irmã que mora nas proximidades da escola para saber notícias dela, oportunidade em que soube que Jorge tinha sido baleado’

Ela ainda ‘informa que não estava na escola nem mesmo chegou a ir até lá, indo direto para a Santa Casa, para onde Jorge tinha sido levado, em virtude de ter sido alvejado; lá chegando soube que Jorge tinha sido baleado, e que posteriormente ouviu alguém comentar que Guilherme já tinha jurado Jorge de morte’. Ela se refere a Jorge Antonio de Moraes, tio de G.T.M., morto antes do atentado à escola.

A familiar disse que ‘Jorge este que é tio de G., há um tempo atrás teria sido contratado por jorge para trabalhar na agência, porém, por fazer coisas erradas, foi demitido pelo tio e ficou revoltado’

Ela ainda contou à Polícia que G. ‘também estaria procurando por uma arma de fogo, pois tinha interesse em adquirir, e que o tio dele de nome Marcelo, ainda perguntou pra quê ele queria arma, tendo guilherme dito que iria cometer um atentado e que todo mundo ia ficar sabendo’.

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