Ataques cibernéticos: a pergunta não é mais ‘se’ serei atacado, mas ‘quando e ‘como’

Ataques cibernéticos: a pergunta não é mais ‘se’ serei atacado, mas ‘quando e ‘como’

Lucio Leite*

12 de agosto de 2021 | 17h15

As medidas sanitárias adotadas para conter a pandemia causou um impacto jamais visto na economia. A adoção do “home office” e a aceleração da transformação digital tornou a TECNOLOGIA fundamental, tanto do lado profissional, como também, pelo lado pessoal. As empresas tiveram que implementar ações rápidas de contorno, para manterem seus negócios de pé e minimizar os impactos da COVID-19.

Lucio Leite. Foto: Divulgação.

Diante da corrida contra o tempo, a “empresa foi para casa” e as políticas de segurança foram deixadas de lado, abrindo enormes brechas para sofisticadas organizações criminosas e oportunistas de plantão. O crescimento do trabalho remoto impulsionou o crescimento dos ataques cibernéticos e, também, elevou os níveis de sofisticação, tornando cada vez mais complexa essa briga. De acordo com a Canalys Cybersecurity report – Cybersecurity in the new digital era – o ano de 2020 registrou mais dados comprometidos por ataques, do que os 15 anos anteriores combinados. Foram mais de 30 bilhões de dados acessados ilegalmente, segundo o mesmo relatório.

Um dos grandes desafios é a necessidade urgente de mudança de “mindset” dos executivos. Para muitos, um ataque cibernético nunca irá acontecer. Até o dia que os dados sensíveis sejam comprometidos e as empresas comecem a enfrentar problemas regulatórios que afetem negativamente a marca. A pergunta agora não é mais “SE” seremos atacados, mas “QUANDO” e “COMO” seremos atacados. O aumento de ataques cibernéticos é uma tendência global, principalmente com a implementação de ataques em massa.

De acordo com o NCSC (National Cyber Security Center), autoridade responsável pela proteção cibernéticos na Suíça, o número de ataques foi três vezes maior durante o pico da pandemia, quando comparado a normal. Segundo a entidade, ataques em massa acontecem em períodos, principalmente, em eventos importantes como a pandemia da COVID-19.

Mas quanto vale o “business”?

Os riscos de cibersegurança se negligenciados, podem gerar impactos profundos para o negócio. Para muitas empresas, priorizar a segurança e investir em proteção, detecção e medidas de respostas é uma realidade. Porém, para muitas outras acabou ficando tarde.

Gerenciar as vulnerabilidades diante da ascensão de serviços digitais e trabalhos remotos, é fundamental para mitigar os riscos, bem como, minimizar os impactos sobre o “Brand Equity” e a percepção do consumidor. Para isso, em um mundo digitalmente conectado, é preciso colocar a TI no centro da estratégia e ter um parceiro de tecnologia capaz de entender os desafios.

*Lucio Leite, diretor institucional do IBEVAR – Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.