Assessor de relator da PEC da prisão em segunda instância é alvo de buscas em investigação sobre crime contra a economia popular

Assessor de relator da PEC da prisão em segunda instância é alvo de buscas em investigação sobre crime contra a economia popular

João Carlos da Silva, que trabalha com o deputado Alex Manente (Cidadania/SP), é investigado pela Polícia Civil de São Bernardo do Campo, que, nesta quarta, 8, apreendeu em sua casa cinco cheques em nome de terceiros, um notebook e um celular; ele foi indiciado por crime contra a economia popular

Bruno Ribeiro, Luiz Vassallo e Fausto Macedo

08 de janeiro de 2020 | 20h02

“Indiciamento, por si só, não significa nada, pois o prefeito de São Bernardo está indiciado pela Polícia Federal e nem por isso está afastado ainda”, afirma Alex Manente. Foto: Helvio Romero

Relator e defensor da PEC da prisão em segunda instância, o deputado federal Alex Manente (Cidadania) teve nesta quarta-feira, 8, um de seus assessores alvo de buscas e apreensões da Polícia Civil de São Bernardo do Campo no âmbito de uma investigação sobre suposto tráfico de drogas.

João Carlos da Silva prestou depoimento e foi indiciado por crime contra a economia popular. Outro alvo da operação foi indiciado também por crime contra a economia popular e posse ilegal de armas de fogo. Uma nova investigação foi aberta após o cumprimento das buscas.

A medida foi autorizada pela 5ª Vara Criminal da Comarca de São Bernardo. O inquérito partiu de uma denúncia sobre suposto tráfico de drogas envolvendo o assessor e outros investigados.

 

Na casa do assessor do deputado foram apreendidos um celular, um notebook, e ‘cinco cheques de terceiros’, segundo consta no boletim de ocorrência.

Com Alex Rafael da Silva, que também foi alvo da medida, foram confiscadas outras nove folhas de cheques com nomes de outras pessoas, além de duas munições de calibre .38, e R$ 15 mil em espécie.

Também foram apreendidas duas máquinas caça-níquel, com R$ 48 no interior.

COM A PALAVRA, ALEX MANENTE

“Da denúncia, que pode ter sido de qualquer pessoa, não se resultou no que foi proposto e pedido na Justiça. Então, vou me inteirar, para ser justo, e, se tiver comprovação da acusação, ele será afastado do cargo.

Nosso posicionamento de total combate à corrupção. Indiciamento, por si só, não significa nada, pois o prefeito de São Bernardo está indiciado pela Polícia Federal e nem por isso está afastado ainda”.

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