‘Assassino’

‘Assassino’

Ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini vibra nas redes com a prisão de Cesare Battisti em Santa Cruz de la Serra, na Bolívia, na noite deste sábado, 12

Redação

13 Janeiro 2019 | 16h54

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, comemorou a prisão de de Cesare Battisti. Nas redes sociais, o italiano agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro e às autoridades bolivianas. Segundo Salvini, Battisti é “um delinquente que não merece uma cômoda vida na praia, mas terminar seus dias na prisão”.

O ultradireitista Salvini disse ainda: “Meu primeiro pensamento vai para os familiares das vítimas deste assassino, que durante muito tempo gozou uma vida que vilmente tirou dos outros, protegido pela esquerda de meio mundo”.

Battisti foi preso neste sábado, 12, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ele foi condenado na Itália por quatro assassinatos nos anos 1970.

O ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi também comemorou o ato. “A prisão de Cesare Battisti na Bolívia é uma boa notícia. Todos os italianos, sem qualquer distinção política, querem que um assassino seja trazido de volta ao nosso país o mais rápido possível para servir. sua sentença em uma prisão italiana, hoje é um lindo dia”, afirmou.

Battisti era considerado foragido desde 14 de dezembro. Battisti tem  ordem de prisão cautelar determinada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.

Na decisão, Fux expediu o mandado de prisão para ser cumprido pela Interpol, no Brasil representada pela Polícia Federal. Também citou pedido da Interpol para prender Battisti pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Em 2010, o STF julgou procedente o pedido de extradição feito pela Itália três anos antes, mas deixou a palavra final para o presidente da República. À época, o petista Luiz Inácio Lula da Silva negou, no último dia de mandato, entregar Battisti.

No ano passado, a Itália pediu que o governo Michel Temer revisasse a decisão de Lula. A defesa do italiano solicitou, então, ao STF um habeas corpus preventivo. À época, Fux concedeu liminar (decisão provisória), que ele mesmo revogou agora.

Na decisão de dezembro, Fux considerou que, como o Supremo já reconheceu a possibilidade de extradição, outros presidentes podem tomar decisão diferente. “Tendo o Judiciário reconhecido a higidez do processo de extradição, a decisão do chefe de Estado sobre a entrega do extraditando, bem assim a sua eventual reconsideração, não se submetem ao controle judicial”, escreve o ministro.

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que extraditaria imediatamente Battisti. Em entrevista em novembro, Bolsonaro disse que confirmou à diplomacia italiana que devolveria Battisti ao país, após manifestação do STF.

COM A PALAVRA O CRIMINALISTA IGOR TAMASAUSKAS, DEFENSOR DE BATTISTI

A respeito da prisão do Cesare Battisti temos a informar que, como as notícias dão conta de que ele não se encontra no Brasil, seus advogados brasileiros não possuem habilitação legal para atuar em outra jurisdição que não a brasileira. Esperamos que o caso tenha um desfecho de respeito aos direitos fundamentais de nosso cliente.