As regras para o sentenciado Maluf ficar em casa

As regras para o sentenciado Maluf ficar em casa

Veja as condições a que o ex-prefeito Paulo Salim Maluf se obriga a seguir para cumprir no lar a pena de 7 anos e 9 meses de reclusão por lavagem de dinheiro que lhe foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal

Fausto Macedo e Julia Affonso

22 Maio 2018 | 11h39

Quatro regras foram impostas ao deputado afastado Paulo Salim Maluf (PP/SP) para que ele possa cumprir pena de reclusão em sua própria casa, em São Paulo. Uma delas é o uso permanente de tornozeleira, que deverá ser providenciada pela Secretaria de Administração Penitenciária ‘tão logo firmado pelo Governo do Estado de São Paulo novo contrato de monitoração eletrônica de sentenciados’.

As condições a que Maluf se obriga a seguir para cumprir no lar a pena de 7 anos e nove meses de reclusão foram estabelecidas pelo juiz Rogério Alcazar, da 4.ª Vara das Execuções Criminais Central de São Paulo.

Maluf foi condenado por lavagem de dinheiro que teria desviado dos cofres públicos quando exerceu o cargo de prefeito de São Paulo (1993/1996). Ele nega o crime.

Veja as outras imposições a Paulo Maluf:

1) Permanecer em sua residência e dela somente se ausentar com autorização judicial – salvo para tratamento médico-hospitalar emergencial, com comunicação e comprovação a este juízo no prazo de 24 horas.

2) Submeter-se, quando determinado, a perícia médica realizada por perito nomeado por este juízo, para a constatação da permanência do quadro de saúde que ensejou a concessão da presente prisão domiciliar.

3) Entregar seu passaporte no prazo de vinte e quatro horas.

“O sentenciado declarou estar ciente das condições estabelecidas bem como que a transgressão a qualquer delas poderá acarretar a revogação do benefício concedido”, anotou o juiz Rogério Alcazar.

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