As principais soft skills para atuar com tecnologia

As principais soft skills para atuar com tecnologia

Daniel Kriger*

06 de maio de 2021 | 11h30

Daniel Kriger. FOTO: DIVULGAÇÃO

Atualmente, as organizações estão mais atentas às soft skills, conhecidas como as competências comportamentais do profissional, pois sabem o quanto elas podem influenciar no sucesso dos negócios. Com isso, os recrutadores buscam, cada vez mais, colaboradores autônomos e com iniciativa, especialmente no mercado de tecnologia, que é altamente competitivo, inclusive nas funções de pessoas programadoras e desenvolvedoras, exigindo o desenvolvimento de muitas habilidades interpessoais.

Quando bem desenvolvidas, certamente o profissional apresenta uma boa performance e o autoconhecimento é um ponto de partida para descobrir quais dessas competências precisam ser aprimoradas. Algumas que acredito serem as mais impactantes são: comunicação eficaz, trabalho em equipe, aprender a aprender, como resolver problemas, facilidade de adaptação, desenvolvimento pessoal e inteligência emocional.

Comunicação eficaz: Repassar informações relevantes, de forma clara, objetiva e compreensível é fundamental para o alinhamento das ações diárias e o fluxo harmonioso do trabalho.

Trabalho em equipe: No dia a dia do trabalho, o ‘dev’ [do inglês ‘developer’] não vai estar sozinho, pois geralmente as entregas são feitas com uma grande equipe por trás. Por isso, estabelecer e manter relacionamentos e parcerias para atuar de forma integrada, colaborativa e com foco na manutenção de clima organizacional favorável são essenciais.

Aprender a aprender: O profissional deve estar em aprimoramento contínuo, pois o mercado de TI muda constantemente, com atualizações de programas, novas linguagens e recursos, exigindo a habilidade de ‘aprender a aprender’.

Resolver problemas: Muitas vezes, quando você está ‘codando’, é necessário quebrar um problema em pequenos problemas, além de usar muito da lógica e saber priorizar o que é mais importante. Essas habilidades ajudam a desenvolver o pensamento estruturado e uma nova perspectiva sobre como solucionar problemas para os profissionais desse segmento.

Facilidade de adaptação: Sempre se falou em home office para pessoas programadoras, mas, agora, com o advento dessa prática pelo momento da pandemia, muitas empresas optaram por contratar desenvolvedores remotamente. Por outro lado, algumas companhias têm adotado modelo híbrido, portanto, é imprescindível que o profissional saiba se adaptar em caso de mudanças, pois agiliza novos processos e demonstra atitude diante dos desafios propostos.

Desenvolvimento pessoal: As soft skills podem ser constantemente aprimoradas, por isso, é muito importante desenvolver outras características, como resiliência, autocontrole, autonomia e perfil de liderança.

Inteligência emocional: Por último, saber lidar com as próprias emoções e compreender as dos demais pode ajudar a desenvolver a empatia e a ética no grupo de trabalho. Sem contar que, muitas vezes, as dificuldades vão aparecer, centenas de ‘bugs’ e entraves. Vencer isso todos os dias, com certeza, vai lhe ajudar a refinar a sua capacidade de persistir e perseverar.

Todas essas práticas, além de potenciais gatilhos para a ascensão e amadurecimento profissional, serão transferidas para o repertório cerebral e poderão ajudar até com outras situações do cotidiano, isto é, são válidas para o crescimento humano como um todo.

*Daniel Kriger é cofundador e CEO da Kenzie Academy Brasil

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