As mudanças irreversíveis na cultura organizacional 

As mudanças irreversíveis na cultura organizacional 

Aline Sueth*

21 de agosto de 2020 | 13h00

Aline Sueth. Foto: Divulgação

Estamos vivendo um momento de mudanças constantes, em que as pessoas estão mais preocupadas com a saúde e a segurança por conta da covid-19. As empresas podem perceber os reflexos disso diariamente na rotina de trabalho, que está sendo transformada, assim como a gestão e a cultura organizacional.

Tanto as empresas quando os colaboradores precisam entender que essa transformação vai além de apenas algumas mudanças, mas é algo que impacta em toda a estrutura. Isso desencadeia a necessidade de adotar novas estratégias para os negócios. A transformação deve ser total e contínua, sendo feita de forma planejada e assertiva, pois quando iniciada é improvável que seja possível regressar ao patamar anterior e, mesmo que isso aconteça, não será igual. 

Esta nova realidade que estamos vivendo, evidenciou práticas que já eram cogitadas antes, mas que agora, com a necessidade constante de agilidade, estão em foco. Toda a estrutura do negócio tende a buscar opção ainda não exploradas, mas considerando que tudo depende de pessoas, da nova cultura e dos valores que serão transmitidos.

Uma pesquisa feita pela empresa de consultoria Korn Ferry, este ano, com diretores de RH, mostrou que 47% das empresas vão buscar encorajar mais a abertura, transparência e frequência na comunicação com os colaboradores. Isso representa uma forte transformação na cultura, pois é uma forma de implementar um novo modelo de gestão pautado em mais transparência e diálogo entre todos os envolvidos. Após a pandemia, tais práticas devem fazer parte da rotina das empresas.

Toda mudança, toda transformação, precisa impactar as pessoas, pois é onde tudo começa. É preciso pensar nos indivíduos, entendendo o que funciona para cada um. É importante focar no desenvolvimento do mindset, pois assim todos podem absorver as novas informações e explorar as possibilidades envolvidas.

Os colaboradores precisam ser conscientizados, entender o proposto das transformações, e o que faz toda a diferença nisso é fazer com que todos participem do processo. É um grande sistema de engajamento que precisa ser desenvolvido e para isso é essencial ir além da visão estratégica. Quando as pessoas fazem parte do processo como um todo, é mais fácil gerar o interesse e aceitação em relação às mudanças. 

As transições estão acontecendo cada vez mais rapidamente. Qualquer nova alternativa descoberta agora trará diferentes possibilidades para os processos de gestão e desenvolvimento das atividades, sejam rotineiras ou não. Quando a pandemia acabar, muitas coisas já terão mudado e serão irreversíveis, por que as pessoas e o ambiente não serão mais os mesmos.

As empresas estão olhando mais para si mesmas, para os processos e pessoas, e essa nova postura vai impactar em toda a cadeia, como no caso do home office, que agora é visto como uma alternativa eficiente por aqueles que antes não acreditavam ou confiavam nesta possibilidade. 

Todo este momento de transformação resultará em diferentes novas opções, que farão com que as empresas expandam o pensamento, indo além, sem que existam barreiras. 

*Aline Sueth é diretora de gente e gestão do Grupo Elfa.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: