As mensagens secretas da Omertà

As mensagens secretas da Omertà

Nova fase da Operação Lava Jato, que prendeu Antonio Palocci, resgatou e-mails entre executivos da Odebrecht que revelam a extensa rede de propinas para o PT e para o ex-ministro, mesmo fora dos períodos eleitorais

Redação

26 de setembro de 2016 | 11h42

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COM A PALAVRA, A DEFESA DE ANTONIO PALOCCI

O criminalista José Roberto Batochio, defensor de Palocci, afirma que o ex ministro nunca recebeu vantagens ilícitas. Batochio disse que ainda não tem detalhes sobre os motivos da prisão de Palocci.

Batochio acompanhou Palocci à superintendência da PF em São Paulo.

O criminalista foi enfático ao protestar contra o que chamou de ‘desnecessidade’ da prisão do ex-ministro. Ele criticou, ainda, o nome da nova fase da Lava Jato, Omertà.

“A operação que prendeu o ex-ministro é mais uma operação secreta, no melhor estilo da ditadura militar. Não sabemos de nada do que está sendo investigado. Um belo dia batem à sua porta e o levam preso. Qual a necessidade de prender uma pessoa que tem domicílio certo, que é médico, que pode dar todas as explicações com uma simples intimação?”

“O que significa esse nome da operação? Omertà? Só porque o ministro tem sobrenome italiano se referem a ele invocando a lei do silêncio da máfia? Além de ser absolutamente preconceituosa contra nós, os descendentes dos italianos, esta designação é perigosa.”

COM A PALAVRA, A ODEBRECHT

A empresa não vai se manifestar sobre o tema.

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