As melhores estratégias das empresas para capacitar seus profissionais

As melhores estratégias das empresas para capacitar seus profissionais

Marcos Farias*

10 de novembro de 2021 | 03h00

Marcos Farias. FOTO: LUCIANO ALVES

Não há dúvidas de que a capacitação é um recurso importante não apenas para os colaboradores em si, mas também para as empresas. Enquanto as pessoas desenvolvem novas competências para sua carreira, as organizações passam a ter profissionais ainda mais preparados em seus postos de trabalho. Isso está claro para todos. A questão aqui é outra: como fazer isso em um cenário em que qualquer investimento precisa ser certeiro e garantir o máximo retorno rapidamente? Trata-se de uma pergunta difícil, mas cuja resposta, por incrível que pareça, é bem mais simples e passa pela adoção de treinamentos com instrutores especializados nas soluções desejadas.

É uma necessidade estratégica que não pode mais ser ignorada no ambiente corporativo. A situação é bastante desfavorável no ponto de vista das empresas: em um estudo realizado pelo ManpowerGroup, divulgado no Fórum Econômico Mundial de 2020, 54% das organizações em todo o mundo admitiram dificuldades com a falta de capacitação de recursos humanos.

Retornando à pergunta inicial sobre como gerar maior capacitação dos profissionais nas soluções utilizadas pelas empresas, os treinamentos oficiais feitos por empresas especializadas ganharam uma nova versão a partir da pandemia de covid-19. A grande maioria, que era realizada presencialmente, migrou para o on-line. Assim, ficou mais fácil realizar essa qualificação ao encurtar distâncias, reduzir custos e engajar um número maior de pessoas que normalmente não teriam condições de participar das atividades presenciais. Além disso, há o componente do trabalho remoto com as medidas de restrição, possibilitando a busca por novas formas de se manterem atualizados.

Em um primeiro momento, os profissionais buscaram sozinhos a sua qualificação profissional. As alternativas on-demand atraíram interessados pela possibilidade de se ajustarem a qualquer hora da agenda do profissional. Afinal, é preciso reconhecer que o profissional não estará sozinho em seu trabalho remoto. Ele precisa dividir a atenção com os filhos, a casa e demais tarefas que também se digitalizaram. Mas reflita rapidamente: como uma pessoa que passou o dia inteiro em uma jornada dupla consegue aprender e render em cursos de treinamentos?

Dessa forma, uma alternativa mais eficiente e interessante para melhorar a capacitação dos profissionais é a contratação de treinamentos por empresas especializadas. São elas que conseguem potencializar as habilidades necessárias das pessoas na utilização de soluções de tecnologia. Fazer um treinamento por conta própria exige que o profissional conheça sozinho todos os atalhos – o que faz essa jornada ser bem mais difícil e desafiadora. Em contrapartida, quando conduzida por instrutores, há maior comprometimento e engajamento entre os participantes, aumentando a qualidade das entregas e a produtividade.

Ainda é cedo para avaliar os impactos que essa onda de qualificação vai trazer ao ambiente corporativo. Contudo, trata-se de um caminho sem volta para os profissionais e as organizações. A tendência é que o trabalho remoto continue no futuro, uma vez que todos perceberam que as atividades remotas podem muitas vezes funcionar tão bem quanto as presenciais e apresentam diversos benefícios desde que se mantenha o engajamento da equipe – o que, necessariamente, envolve a realização de treinamentos para deixar todos alinhados com os desafios e as tendências que virão pela frente.

*Marcos Farias é CEO e sócio-fundador da Arki1

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