As lições que aprendemos sobre cibersegurança em 2020 – e como aplicá-las em 2021

As lições que aprendemos sobre cibersegurança em 2020 – e como aplicá-las em 2021

Laura Tyrell*

13 de fevereiro de 2021 | 05h30

Laura Tyrell. FOTO: DIVULGAÇÃO

O ano de 2020 foi um dos mais rentáveis aos negócios digitais graças à aceleração da digitalização por conta da pandemia de covid-19. Contudo, os números extremamente positivos em faturamento e receita escondem o lado oculto dessa realidade: a tentativa de roubos e invasões aos dados cibernéticos também cresceu. Dados do Internet Crime Complaint Center (IC3), do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, mostra aumento de até 300% no número de ocorrências de cibercrimes em abril, no início do avanço do novo coronavírus. O fato é que o ano de 2020 trouxe lições importantes para essa área que precisam ser assimiladas pelas organizações e pelos profissionais em 2021. Confira as principais:

1 – A segurança digital independe do lugar de trabalho
O home office foi a única alternativa que restou às empresas para continuarem operando no início da pandemia de covid-19 – com as medidas de distanciamento social e a quarentena, foi preciso mandar os colaboradores para suas casas. Dessa forma, a estrutura de TI precisou ser adaptada para atender a essa nova realidade, com diferentes dispositivos em uso e redes particulares para navegação na web. Em suma: as companhias aprenderam que a proteção não pode se concentrar em seu escritório, mas em cada um de seus colaboradores. Assim, todos os equipamentos e conexões precisarão ser protegidos independentemente do local em que serão acessados.

2 – A antecipação aos problemas deve ser política prioritária
O aumento da digitalização em 2020 trouxe várias vantagens, mas também ocasionou o crescimento de invasões, vazamentos e tentativas de roubos de dados digitais. É difícil prever com 100% de eficácia onde e quando acontecerão tentativas de ataques em sua empresa, mas é possível se antecipar às demandas por meio do monitoramento incansável de incidentes. Assim, ao menor sinal de anomalia na rede, é possível desencadear uma série de medidas para proteger os ativos digitais, aumentando a chance de sucesso nessa empreitada.

3 – A nuvem não pode mais ser ignorada
Cloud computing é uma tecnologia ainda recente, mas sua importância no ambiente corporativo é gritante – e se acentuou com o avanço do novo coronavírus. Com cada profissional em sua rede, o compartilhamento de arquivos, documentos e processos precisou ocorrer na nuvem. Assim, a política de segurança digital das organizações não pode mais ignorar essas soluções e precisa adotar medidas que protegem os dados bem como inibem tentativas de invasão.

4 – Automação não é um problema em cibersegurança
“Automação” é o termo que designa atividades que podem ser exercidas por máquinas uma vez estabelecidos determinados padrões. É uma estratégia vital em diversos negócios digitais, mas não era algo bem-visto no segmento de segurança digital. Afinal, se é algo exercido por dispositivos, também é passível de ser hackeado por cibercriminosos. Contudo, o avanço da área exige que certas tarefas burocráticas, que demandavam um tempo considerável dos usuários, sejam executadas por esses robôs, enquanto os profissionais especializados se dedicam a outros assuntos igualmente importantes.

5 – A estrutura de TI precisa ser repensada
Se as soluções de segurança precisam dar conta do trabalho remoto, compreender as soluções em nuvem, se antecipar aos problemas e incidentes de cibercriminosos e permitir automações, evidentemente é preciso reestruturar a área de tecnologia da empresa. É preciso dar conta dessa nova realidade e abranger os desafios que surgiram em 2020 – e certamente continuarão em 2021. O novo departamento de TI precisa combinar aplicativos e combinar soluções de VPN, por exemplo, para dar o suporte necessário à escalabilidade e eficiência necessárias quando o assunto é cibersegurança.

*Laura Tyrell, Head de PR da NordVPN

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