As críticas do general Paulo Chagas ao Supremo no Twitter

As críticas do general Paulo Chagas ao Supremo no Twitter

Nesta sexta, ele "anunciou" em sua conta ter sido alvo da operação da Polícia Federal desta terça, 16, em inquérito sobre fake news contra ministros do Supremo Tribunal Federal

Matheus Lara

16 de abril de 2019 | 09h40

General Paulo Chagas. Foto: Dida Sampaio / Estadão

Um dos alvos da operação da Polícia Federal desta terça, 16, o general da reserva Paulo Chagas disputou as eleições ano passado pelo PRP na onda que elegeu Bolsonaro e perdeu o governo do Distrito Federal – obteve apenas 7,5% dos votos válidos, alcançando a quarta posição.

Ele costuma usar as redes para fazer críticas a parlamentares e representantes do Judiciário, especialmente os ministros do STF. Em março deste ano, ele disse que os ministros da Suprema Corte deveriam ser, eles próprios, os alvos do inquérito sobre fake news.

“Os ministros do STF devem ser os principais alvos do inquérito mandado instaurar por Dias Toffolli. Eles são os grandes responsáveis pelas agressões e pela desmoralização das instituições republicanas.”

Ao Blog do Fausto Macedo, Chagas disse nesta terça que tem certeza que é alvo da operação por conta de suas postagens . “Escrevo sobre o STF há muito tempo. Evito falar mal da Corte, Mas não de atos de pessoas da Corte. Estou em Campinas. Minha reação é de achar graça”, disse.

O militar já disse não confiar nos ministros da Suprema Corte, como numa publicação feita em 4 de abril. “Reconheço a importância do STF, mas, independente das ‘suspicazes’ manifestações de apoio que receberam, não confio no conjunto dos atuais ministros, vejo-os mais comprometidos com a impunidade do que com a Justiça. Como cidadão não lhes reconheço a imparcialidade. É meu direito!”

O nome do militar já esteve associado a publicações falsas. Na segunda, 15, o Estadão Verifica mostrou que era boato uma informação que circulava no Facebook de que o chefe do Gabinete de Segurança Institucional de Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, teria falado em fechar o Congresso. A informação era creditada a Paulo Chagas – porém, a publicação não foi encontrada em suas páginas.

Durante a campanha de 2018, o então candidato do PRP atuou ativamente pela eleição de Jair Bolsonaro (PSL) presidente. Recebeu apoio e publicou fotos e vídeos com o agora presidente e seus filhos, o deputado federal Eduardo (PSL/SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL/RJ).

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