Arquitetos e urbanistas lançam carta-aberta a candidatos e pedem políticas públicas ‘independentes de interesses eleitoreiros’ para melhorar cidades no pós-pandemia

Arquitetos e urbanistas lançam carta-aberta a candidatos e pedem políticas públicas ‘independentes de interesses eleitoreiros’ para melhorar cidades no pós-pandemia

Sete entidades que representam as categorias se uniram para elaborar documento com propostas em nome da 'sustentabilidade econômica, ambiental e social' das cidades; manifestação é endereçada a postulantes nas eleições municipais de 2020

Redação

31 de agosto de 2020 | 06h30

Entidades pedem planejamento urbano para o pós-pandemia. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Enquanto os partidos políticos realizam convenções para anunciar seus candidatos nas eleições municipais de 2020, adiadas para novembro em razão da pandemia de covid-19, sete entidades que representam arquitetos e urbanistas se uniram para lançar nesta segunda-feira, 31, uma carta-aberta com sugestões aos planos de governo e propostas de campanha dos aspirantes a prefeitos e vereadores.

O documento, resultado de um ciclo de debates preparatório promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil ao longo do mês de julho, traz diretrizes e proposições de planejamento urbano para garantir a ‘sustentabilidade econômica, ambiental e social’ dos municípios.

“As 5570 cidades brasileiras, que deveriam ser territórios do fomento ao conhecimento, da produção econômica, do exercício da cidadania e do usufruto da felicidade de seu povo, são em boa parte “campos-minados”. A pandemia da covid-19 escancarou essa triste realidade ao nos impor o refúgio em moradias que, dependendo da localização e condições construtivas e sanitárias, do mesmo modo se transformaram em “armadilhas””, diz um trecho da carta.

As 51 propostas foram divididas nos eixos arquitetura e saúde, cidades sustentáveis, governança e financiamento, paisagem e patrimônio e mobilidade e inclusão.

Na manifestação, as entidades defendem a importância de incluir moradores no centro das políticas públicas e programas urbanos que, segundo os técnicos, devem priorizar o bem estar social e ser pensados com continuidade temporal e ‘independentes de interesses eleitoreiros e momentâneos’. Nesse sentido, destacam que os projetos devem viabilizar o financiamento contínuo com recursos de diversas fontes e recorrer à articulação territorial sempre que o orçamento e o alcance municipal não forem auto-suficientes.

LEIA AS ENTIDADES QUE ASSINAM O DOCUMENTO

Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR)

Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP)

Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA)

Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA)

Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA)

Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB)

Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA)

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