Arquitetos defendem cidades mais inclusivas para mulheres

Arquitetos defendem cidades mais inclusivas para mulheres

Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil pede 'efetivação de políticas públicas' para atender as demandas das mulheres, que no CAU/BR representam 63,5% dos profissionais registrados

Redação

06 de março de 2020 | 12h48

Foto: Divulgação / Pixabay

As cidades brasileiras precisam atender as demandas das mulheres com a efetivação de políticas públicas que beneficiem toda a sociedade, especialmente porque elas representam 51,7% da população brasileira (PNAD 2018). Este é o foco do ciclo de debates que o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) promove deste 2019 em diversas cidades, em parceria com os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo de diversos estados e do Distrito Federal. Do total de 179.552 profissionais registrados atualmente no Conselho de Arquitetura e Urbanismo, 114.107 são mulheres e 65.445 homens, ou seja, respectivamente, 63,5% % e 36,5 %. Esse porcentual tem crescido ano a ano.

As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Integrada do CAU/BR.

O ciclo de debates termina em maio, durante o Seminário Internacional Cidades Inclusivas para as Mulheres, que será realizado na Câmara dos Deputados, promovido pelo CAU/BR ‘para reforçar a importância da elaboração de políticas públicas para os espaços urbanos pensadas por e para as mulheres’.

Os resultados serão apresentados na 27.ª edição do Congresso Mundial de Arquitetos UIA2020RIO.

“A predominância de arquitetas e urbanistas no Conselho reforça a defesa do direito à cidade como uma política pública essencial e urgente, que atenda os interesses das mulheres”, destaca o Conselho.

Foto: Reprodução

“Para o CAU é imprescindível discutir o crescente papel das mulheres no contexto das cidades, considerando e respeitando seu protagonismo”, afirma o presidente do CAU/BR, arquiteto e urbanista Luciano Guimarães.

A arquiteta e urbanista Nadia Somekh, coordenadora da Comissão Temporária de Equidade de Gênero do CAU/BR, observa que a construção ou a transformação dos espaços urbanos precisa compreender e incluir as demandas das mulheres.

“A defesa que o CAU/BR faz da Arquitetura e Urbanismo para Todos reafirma a necessidade de se efetivar cenários em que as mulheres possam alcançar o direito de circular com segurança; acessar todos os lugares que desejarem; dispor de equipamentos públicos que atendam às demandas das atividades que realizam sozinhas ou com seus familiares; de espaço para o empreendedorismo e a participação política”, afirma a conselheira.

O jornalista Júlio Moreno, da Assessoria de Comunicação Integrada do CAU/BR, ressalta que o Conselho aderiu aos Princípios de Empoderamento das Mulheres da Organização das Nações Unidas para as Mulheres (ONU) e ‘está comprometido com a promoção da equidade de gênero em todas as suas estruturas organizacionais e em seu relacionamento com a sociedade, defendendo o direito à cidade para todos, considerando as demandas das mulheres em todos os espaços urbanos’.

“A Comissão para a Equidade de Gênero do CAU/BR organiza formas efetivas de atender as demandas das mulheres, ampliando o acesso de todos aos serviços de Arquitetura e Urbanismo.”

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