Aras prorroga até maio forças-tarefa de Brumadinho e Mariana

Aras prorroga até maio forças-tarefa de Brumadinho e Mariana

Em portaria publicada nesta segunda, 30, procurador-geral também promove integração de Procuradores que investigam responsáveis pelo rompimento e danos causados pelos rompimentos das barragens de Fundão, em 2015, e da mina do Feijão, em 2019

Redação

30 de março de 2020 | 16h10

O distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais, após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015. Foto: Márcio Fernandes / Estadão (06/11/2015)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, prorrogou até 31 de maio de 2020 as forças-tarefa Brumadinho e Rio Doce, responsáveis por coordenar os trabalhos de investigação das tragédias ocorridas nos municípios de Mariana e Brumadinho (MG), em 2015 e 2019. A portaria, publicada nesta segunda, 30, também promove a integração dos trabalhos das FTs.

Barragem de rejeitos de ferro pertencente à Vale se rompeu em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, no dia 25 de janeiro de 2019. Foto: Wilton Júnior/Estadão

“O ato do PGR designa membros do MPF, integrantes de ambas as FTs, para atuarem em conjunto nas investigações. Além disso, desonera outros membros para que, em prazos e períodos especificados, atuem com exclusividade nas FTs Brumadinho e Rio Doce. Os membros designados pela Portaria terão atuação prioritária, sem prejuízo de ações articuladas e de eventuais substituições. A publicação passa a vigorar a partir de 1º de abril de 2020”, afirma a PGR.

Brumadinho

Criada em janeiro do ano passado, após o rompimento de barragens da mina do Feijão, a FT busca até hoje apurar as causas e responsabilidades do acidente, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, e que deixou 259 mortos e 11 desaparecidos. A FT é responsável por conduzir as investigações, mantendo a interlocução com outros órgãos como Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais e Defensoria Pública da União.

Mariana

Criada em novembro de 2015, a FT tinha como propósito investigar o rompimento da barragem do Fundão, que ocasionou destruição ambiental nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além de causar 19 mortes no distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana (MG). Passados quatro anos, o MPF denunciou 21 pessoas por homicídio qualificado e quatro empresas por crimes ambientais.

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