Aras pede a Mandetta testes rápidos de coronavírus em detentos e agentes penitenciários

Aras pede a Mandetta testes rápidos de coronavírus em detentos e agentes penitenciários

Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 500 mil testes rápidos para o diagnóstico de coronavírus (Covid-19) no país para profissionais de saúde, além de agentes de segurança, policiais, bombeiros e guardas civis; detentos e agentes do sistema não estão na lista, segundo a PGR

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

03 de abril de 2020 | 19h27

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que inclua agentes penitenciários e detentos nos testes rápidos de coronavírus promovidos pela pasta. O ofício atende a pedido interno de subprocuradores-gerais da República encaminhados ao chefe do Ministério Público Federal.

Documento

Documento

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 500 mil testes rápidos para o diagnóstico de coronavírus (Covid-19) no país para profissionais de saúde, além de agentes de segurança, policiais, bombeiros e guardas civis com sintomas de síndrome gripal.

Os subprocuradores-gerais Luíza Frischeisen e e Domingos Sávio da Silveira, ressaltaram a Aras que conforme noticiado pelo Ministério da Saúde, a distribuição de testes não alcança os agentes penitenciários e os presos’.

Atendendo o pedido, Aras encaminhou ofício ao ministro nesta sexta, 3, mesmo dia em que pediu – enquanto presidente do Conselhão do Ministério Público – ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e ao presidente do STF, Dias Toffoli, a destinação de até R$ 2 bilhões do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos para prevenir a pandemia nos presídios.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.