Aposentadoria deve ser pensada além de decisões governamentais

Aposentadoria deve ser pensada além de decisões governamentais

Reinaldo Domingos*

12 Fevereiro 2019 | 15h00

Reinaldo Domingos. FOTO: DIVULGAÇÃO

Frente a um debate sobre a reforma da Previdência Social, que foi retomado nas últimas semanas, muitos trabalhadores estão inseguros com o próprio futuro. Porém, por mais que essa discussão seja importante, o brasileiro deve ter em mente que, além da aposentadoria pública, ele tem que pensar na privada, pois se hoje o dinheiro já não é o bastante para sobrevivência da maioria dos aposentados, com as mudanças será menos ainda.

Muitas pessoas se preocupam com o crescimento profissional e aumento de sua renda hoje, mas poucas se organizam e poupam dinheiro para garantir qualidade de vida no futuro. E é aí que a educação financeira se encaixa perfeitamente, preenchendo a importante lacuna de aprender a se planejar, não importa a idade.

Sabemos que o salário do INSS é importante para muitos brasileiros, além de ser um direito do trabalhador. Entretanto, esse valor não é suficiente para manter o padrão e a qualidade de vida. Em consequência, uma porcentagem muito grande dos aposentados continuam trabalhando para complementar a renda.

E, ao que tudo indica, os trabalhadores se aposentarão cada vez mais tarde, por conta do crescimento da expectativa de vida do brasileiro.

Minha intenção aqui não é dizer se essa medida é boa ou não, porque ela envolve uma série de fatores, inclusive uma ação preventiva para evitar um déficit nas contas da Previdência. O intuito desse artigo é informar sobre as mudanças e ajudar os trabalhadores a como agir diante delas, para não comprometer de forma negativa o futuro.

Então, o que fazer?

O primeiro passo para mudar é pensar no padrão de vida que deseja ter após se aposentar. Será que para viver dignamente você precisará da ajuda de parentes ou de outras pessoas? Infelizmente, isso acontece com milhões de brasileiros. É importante ter consciência que mesmo tendo trabalhado a vida toda com carteira assinada, contribuindo para o INSS, a quantia recebida dificilmente será suficiente.

Tenha em mente também que o quanto antes você pensar em seu futuro, mais fácil será para poupar dinheiro e atingir a quantia desejada. Há diversas modalidades de investimentos adequadas para a aposentadoria, como previdência privada e tesouro direto. Vale a pena conhecer um pouco mais a respeito.

Fórmula da aposentadoria

Com base na minha experiência profissional e pessoal enquanto educador financeiro ao longo dos anos, criei uma fórmula da aposentadoria e acredito que ela pode ajudar nesse processo para a construção de um futuro mais saudável financeiramente. O segredo é encontrar o “número da sua aposentadoria” e saber o quanto quer ganhar mensalmente a partir da data em que decidir parar de trabalhar por obrigação, ou seja, alcançar a famosa independência financeira. Para muitos pode parecer um sonho distante, mas afirmo que com organização e planejamento é possível alcançá-la.

Mas para não correr o risco de o dinheiro acabar de uma hora para outra, esse número deve ser de, no mínimo, o dobro do padrão de vida desejado. Assim, é possível utilizar 50% do que será ganho com os juros mensais, vivendo da forma que planejou, e guardando o restante como reserva, que continuará rendendo também.

Com essa fórmula é possível calcular esse número de forma simples e automatizada, apenas preenchendo os campos indicados com os valores que pretende atingir. Acesse o link, baixe o arquivo e comece hoje mesmo a trilhar o caminho de uma aposentadoria mais sustentável.

*Reinaldo Domingos (guilherme.olhier@dsop.com.br), PHD em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor de Terapia Financeira, de Mesada não é só dinheiro e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil