Após Procuradoria pedir inclusão de ex-sub da Saúde de Ibaneis na lista da Interpol, defesa afirma que ele vai se entregar

Após Procuradoria pedir inclusão de ex-sub da Saúde de Ibaneis na lista da Interpol, defesa afirma que ele vai se entregar

Iohan Andrade Struck foi alvo da Operação Falso Negativo, que mira suspeitas de fraudes na compra de testes rápidos para covid-19, e teve mandado de prisão preventiva expedido há quase um mês

Rayssa Motta

21 de setembro de 2020 | 17h48

Iohan é um dos investigados na Operação Falso Negativo. Foto: Reprodução / Facebook

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou, nesta segunda-feira, 21, que pediu a inclusão do ex-subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde da capital federal, Iohan Andrade Struck, na lista de difusão vermelha da Interpol.

Segundo a Procuradoria, a medida é uma estratégia para impedir que Iohan deixe o País. Ele é o único foragido entre os sete alvos da Operação Falso Negativo, que investiga suspeitas de superfaturamento e fraudes na compra de testes rápidos de covid-19 na gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), e teve o mandado de prisão expedido há quase um mês.

O advogado Alexandre Adjafre, que defende Struck, informou que o ex-subsecretário estava cumprindo isolamento social após apresentar sintomas do novo coronavírus. O resultado do teste deu negativo para covid-19. Nesse meio tempo, a defesa apresentou um pedido de revogação da ordem de prisão e aguardava o parecer da Justiça, que ainda não apreciou o requerimento. Diante do quadro, o advogado de Struck afirmou que ele vai se apresentar às autoridades nos próximos dias.

“Ele vai se apresentar para prestar todos os esclarecimentos necessários à Justiça, ao Ministério Público e à sociedade brasiliense. Não só sobre como, efetivamente, todos os procedimentos aconteceram dentro da legalidade, mas especialmente para demonstrar a sua total inocência quantos aos fatos relatados na denúncia”, informou o advogado.

A Operação Falso Negativo prendeu preventivamente o chefe da Secretaria de Saúde, Francisco Araújo, e outros quatro integrantes da cúpula da pasta suspeitos pelo desvio de cerca de R$ 18 milhões destinados ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no Distrito Federal. São eles:

  • Eduardo Pojo do Rego, ex-secretário adjunto de Gestão em Saúde;
  • Ricardo Tavares Mendes, ex-secretário adjunto de Assistência à Saúde;
  • Eduardo Hage, ex-subsecretário de Vigilância de Saúde;
  • Ramon Santana Lopes Azevedo, ex-assessor especial do secretário de Saúde;
  • Jorge Chamon, ex-diretor do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen).

Após a operação, o grupo foi exonerado dos cargos pelo governador. A denúncia apresentada pelo Ministério Público imputa aos ex-servidores os crimes de fraude à licitação, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa e passiva.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO ALEXANDRE ADJAFRE
A reportagem entrou em contato com o advogado Alexandre Adjafre, defensor de Iohan Andrade Struck, que informou que o ex-subsecretário vai se apresentar para ‘prestar todos os esclarecimentos necessários à Justiça, ao Ministério Público e à sociedade brasiliense’.

“Não só sobre como, efetivamente, todos os procedimentos aconteceram dentro da legalidade, mas especialmente para demonstrar a sua total inocência quantos aos fatos relatados na denúncia”, informou o advogado.

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