Após decisão do Supremo, Tribunal Eleitoral/SP capacita servidores para ações sobre ‘crimes conexos’

Corte paulista segue entendimento do STF que, em março, reafirmou competência da Justiça Eleitoral no processamento e julgamento de delitos de corrupção e lavagem de dinheiro decorrentes de crimes eleitorais

Redação

01 de maio de 2019 | 08h24

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo se prepara para selecionar e capacitar servidores com o objetivo de atuarem em processos relacionados aos crimes comuns conexos aos crimes eleitorais. A medida foi adotada de acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal que, em março, reafirmou a competência da Justiça Eleitoral no processamento e julgamento desses crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro.
A Corte paulista abriu inscrições para processo seletivo interno neste mês de abril.

“A seleção visa a valorizar e reconhecer os servidores com perfil desejável para ocupação de eventuais vagas nas unidades que demandem conhecimentos e competências relacionados a crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos”, destacou o TRE.

Atualmente, há função aberta com essa finalidade na 1.ª Zona Eleitoral (Bela Vista), mas será formado cadastro reserva para preencher outras vagas que venham a ser criadas no futuro.

Segundo a secretária de Gestão de Pessoas, Paula Batista, após a seleção haverá capacitação dos servidores para atuar nessa área. Essa é uma prioridade da gestão do presidente do Tribunal, desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin.

Em março, logo após a decisão do Supremo no quarto Agravo Regimental no Inquérito 4.435/DF, o desembargador afirmou, em nota conjunta assinada com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças. “Não há de se duvidar (…) da capacidade estrutural da Justiça Eleitoral, em que pese vozes tenham se posicionado diferentemente. A Justiça Eleitoral de São Paulo é amparada por mais de 3.500 servidores e 393 juízes eleitorais, além de estagiários e servidores cedidos das prefeituras municipais e do governo do Estado de São Paulo.”

A seleção

O processo seletivo é por competências, adotando ‘ferramentas inovadoras e modernas para avaliação dos candidatos, diferente das tradicionais provas objetivas’, destaca Rafael Coelho, chefe da Seção de Gestão de Desempenho.

Segundo ele, há integração entre diversas áreas do Tribunal, ‘no intuito de alinhar a instituição ao modelo de Gestão por Competências, bem como às propostas do Planejamento Estratégico e de Pessoas’.

Procedimentos dessa espécie já foram usados, recentemente, para a seleção de chefes de cartório na capital e para a ocupação de chefia da 386.ª Zona Eleitoral – Barueri e de Função Comissionada de Assistente na 388.ª ZE – Carapicuíba/SP.

“A ideia é que cada dia haja mais transparência”, afirma Paula Batista.

Nesse contexto, à medida que novas oportunidades surgirem no Tribunal, outros editais de seleção devem ser preparados, ‘sendo sempre divulgados para ampla participação dos interessados’.

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