Após Bolsonaro chamar Barroso de ‘péssimo ministro’, Fux alerta que ‘qualquer brasileiro deve respeito à honra de integrantes das instituições’

Após Bolsonaro chamar Barroso de ‘péssimo ministro’, Fux alerta que ‘qualquer brasileiro deve respeito à honra de integrantes das instituições’

Em nota, presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, disse que a corte rejeita manifestações que 'questionam indevidamente a idoneidade' de seus integrantes

Pepita Ortega e Tulio Kruse

07 de julho de 2021 | 21h20

Os ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Dida Sampaio / Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, reagiu aos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao colega de corte Luís Roberto Barroso – chamado pelo chefe do Executivo de ‘péssimo ministro’. Em nota, Fux destacou que ‘qualquer brasileiro deve conviver com o respeito às instituições e à honra de seus integrantes, como decorrência imediata da harmonia e da independência entre os Poderes’.

“O STF rejeita posicionamentos que extrapolam a crítica construtiva e questionam indevidamente a idoneidade das juízas e dos juízes da Corte”, frisou ainda o presidente da corte.

As declarações de Bolsonaro se deram em entrevista à Rádio Guaíba, concedida nesta terça, 7. Na ocasião, o presidente confirmou que pretende indicar o advogado-geral da União, André Mendonça, para a Corte, no lugar do ministro Marco Aurélio Mello, que vai se aposentar na próxima segunda-feira, 12.

“Porque, quando se olha para o Barroso, dado o que ele defende e as coisas que não encontram amparo nenhum no livro preto que é a nossa Bíblia, esse cara não acredita em Deus. Não quero fazer prejulgamento dele, mas não acredita em nada”, afirmou Bolsonaro na entrevista.

O presidente ainda Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, de articular com o Congresso a rejeição do projeto sobre o voto impresso. A votação da proposta foi adiada para o próximo dia 15, na Comissão da Câmara sobre o assunto.

Bolsonaro faz sucessivas alegações sobre fraudes envolvendo a urna eletrônica, sem apresentar quaisquer provas. Nesta terça, 7, voltou a colocar em dúvida o resultado das eleições, caso não seja implantado o voto impresso nas eleições do ano que vem.

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