Por 55 votos a 22, Senado aprova o início do processo de impeachment de Dilma

Por 55 votos a 22, Senado aprova o início do processo de impeachment de Dilma

Com o resultado, Michel Temer assume interinamente a Presidência da República nesta tarde

Redação

11 de maio de 2016 | 19h21

Senado vota abertura ou não do processo de impeachment da presidente Dilma. Foto: Wilton Júnior/Estadão

Senado vota abertura ou não do processo de impeachment da presidente Dilma. Foto: Wilton Júnior/Estadão

 

Após mais de 20 horas de debates, o Senado aprovou por 55 votos a 22 e duas abstenções o início do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Com isso a petista é afastada temporariamente por 180 e Michel Temer (PMDB) assume interinamente a Presidência da República.

Antes mesmo da conclusão da votação, feita em placar eletrônico, na madrugada de quinta foi atingida a maioria dos votos dos parlamentares na Casa para determinar o afastamento temporário de Dilma por 180 dias para ser julgada pelo Congresso. Após quase 20 horas de debates, 77 parlamentares discursaram no plenário, dos quais 51 anunciaram apoio ao afastamento de Dilma.

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Antes da conclusão dos discursos, contudo, o placar para o impeachment da petista se formou quando foi anunciado o voto de Flexa Ribeiro (PSDB-PA), chegaram a 39 o número de favoráveis ao impeachment. Como há 77 senadores aptos a votar, se formou uma maioria prevista conforme o anúncio dos votos nos discursos.

Na sessão marcada por provocações e críticas de ambos os lados, os senadores mantiveram o ritmo e adentraram a madrugada, garantindo assim que Michel Temer assuma o posto de presidente da República na tarde desta quinta-feira.

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Concluídas as falas dos parlamentares, que duraram quase vinte horas, o relator do parecer pelo início do processo, Antonio Anastasia (PSDB) fez sua apresentação por 15 minutos na qual reiterou que houve crime de responsabilidade da petista.

Em seguida, falou  advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa de Dilma, também por 15 minutos. Em um discurso enfático ele quais refutou as conclusões do relatório do tucano, afirmou que o impeachment foi aceito por uma manobra de “vingança” de Cunha e repetiu os argumentos de que as pedaladas não configuraram crime de responsabilidade e que foram feitas por outros governos sem terem causado punição. Ao final, ele reafirmou que o processo se configurou como um “golpe”.

 

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