Lava Jato deve ter proteção contra tentativa de enfraquecê-la, afirma Temer

Lava Jato deve ter proteção contra tentativa de enfraquecê-la, afirma Temer

Vice-presidente foi oficialmente conduzido ao cargo quando o primeiro secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO), o notificou sobre o afastamento de Dilma Rousseff (PT)

Redação

12 de maio de 2016 | 17h15

Michel Temer nomeia ministros. Foto: André Dusek/Estadão

Michel Temer nomeia ministros. Foto: André Dusek/Estadão

O presidente em exercício Michel Temer (PMDB) garantiu nesta quinta-feira, 12, logo após ser empossado, que a Lava Jato não vai acabar. “A moral pública, a moral pública será permanentemente buscada por meio dos instrumentos de controle e apuração de desvios. Nesse contexto tomo a liberdade de dizer que a Lava Jato tornou-se referência e, como tal, deve ter prosseguimento e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la”, afirmou em pronunciamento no Palácio do Planalto, ao se referir à maior e mais complexa investigação já realizada no País contra a corrupção.

Com suas palavras, Temer busca acalmar os investigadores da Operação Lava Jato. Durante o processo de impeachment na Câmara e depois no Senado foram muitos os rumores de que com a queda de Dilma, a grande investigação poderia ser esvaziada.

Temer nomeou os ministros de seu governo nesta quinta-feira, 12. Ele foi oficialmente conduzido ao cargo quando o primeiro secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO), o notificou sobre o afastamento de Dilma Rousseff (PT).

Por volta das 17h15, Michel Temer deixou o Palácio do Jaburu em direção ao Palácio do Planalto.

Em seu primeiro pronunciamento como presidente em exercício, Michel Temer afirmou. “Minha primeira palavra ao povo brasileiro é confiança. Confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente, na vitalidade de nossa democracia, na recuperação da economia nacional, nos potenciais do país, em suas instituições sociais e políticas.”

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17h14: Autoridades se apertam neste momento no Salão Leste do Palácio do Planalto à espera da posse dos ministros do governo de Michel Temer e do pronunciamento do presidente interino. Falta cadeira para tantos convidados. Estão presentes,  entre outros,  os presidentes do PSDB e do DEM,  senadores Aécio Neves (MG) e José Agripino (RN). Na chegada ao palácio,  os convidados são recebidos com  gritos de “golpistas” por um grupo de manifestantes que esta em frente à rampa,  onde a presidente afastada Dilma Rousseff discursou nesta manhã. (Luciana  Nunes Leal)

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Ministérios do Governo Temer 

Casa Civil: Eliseu Padilha (PMDB/RS)

Secretaria de Governo: Geddel Vieira Lima (PMDB/BA)

Fazenda (Incorpora Previdência): Henrique Meirelles (PSD/SP)

STN: Mansueto de Almeida

– Secretário Executivo: Carlos Hamilton Araújo

– SPE: Marcos Mendes

Planejamento – Romero Jucá (PMDB/RR)

– Secretário Executivo – Dyogo de Oliveira

– Chefe da Assessoria Econômica – Manoel Pires

Justiça e Cidadania: Alexandre Moraes (PSDB/SP)

Educação: (incorpora Cultura):  Mendonça Filho (DEM/PE)

Saúde: Ricardo Barros (PP/PR)

Relações Exteriores (incorpora Apex): José Serra (PSDB/SP)

Turismo: Henrique Alves (PMDB/RN)

Integração Nacional: Helder Barbalho

Cidades: Bruno Araújo (PSDB/PE)

Minas e Energia: indicação da bancada do PSB no Senado

MDIC: Marcos Pereira (PRB)

Esportes: Leonardo Picciani (PMDB/RJ)

Desenvolvimento Agrário e Social: Osmar Terra (PMDB/RS)

Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Blairo Maggi (PP/MT)

Transportes (Incorpora Aviação Civil e Portos): Maurício Quintella (PR/AL)

Comunicações, Ciência e Tecnologia: Gilberto Kassab (PSD/SP)

Ministério da Transparência e do Combate à Corrupção (Ex-CGU): Fabiano Silveira

Defesa: Raul Jungmann (PPS/PE)

Trabalho: Ronaldo Nogueira (PTB/RS)

Meio Ambiente: Sarney Filho (PV/MA)

Sem status de ministério: 

Secretaria Especial de Investimento: Moreira Franco (PMDB/RJ)

AGU: Fábio Medina Osório

Banco Central: Ilan Goldfajn

*Leonardo Quintao será o Líder do PMDB na Camara*

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